O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 20/08/2019

Sífilis, Gonorreia, AIDS e Hepatite. Essas são algumas das doenças sexualmente transmissíveis(DSTs) que um dia já trouxe temor à sociedade. O crescimento da tecnologia originou várias formas de combater as doenças, entre elas: vacinas, medicamentos e o preservativo que com o passar dos anos foi recebendo melhorias, sendo hoje o melhor contraceptivo para DSTs. Entretanto, as inovações de tratamentos acarretou o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros, uma vez que a negligência tem tomado o lugar do preservativos e da preocupação com a saúde e deve ser combatida.

Segundo a pesquisa “Juventude, Comportamento e DST/AIDS” realizada em 2018, quatro a cada dez jovens admitiram não usar nenhum tipo de contraceptivo alegando ser difícil de colocar, redução de prazer e por não ter sempre em mãos, apesar de ser distribuído gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde e nas escolas. Em contrapartida, pesquisa feita pela Celsam mostram um crescimento de 15% no consumo de pílulas anticoncepcionais no Brasil. Pode-se dizer que os jovens têm se preocupado com a gravidez indesejada, que faz parte do cotidiano brasileiro, e se esquecendo das DSTs que possuem tratamento e não são mais fatais como na década de 90 que afetou pessoas com grande visibilidade, como o cantor Cazuza, assustando os brasileiros e levando-os à prevenção.

Em conformidade, o tabu social contribuí para descaso com as doenças.O ator Guilherme Comicholi quando descobriu ser portador do HIV fez um canal no “YouTube” para falar sobre o assunto e percebeu que a maioria dos seus inscritos não tinham muitas informações sobre DSTs e um levantamento do Ministério da Saúde, mostra que em 2009 cerca de 10 milhões de brasileiros apresentavam algum sintoma e que apenas 20% procuravam serviço de saúde para tratamento e para fazer exames. Na mesma pesquisa foi visto que alguns profissionais da saúde não encaminharam para exames todos os cidadãos, pois tinham em mente que para contrair as doenças o indivíduo deveria ser promíscuo, e muitos não tinham tal característica. Por isso, pode-se afirmar que além de ser um tabu social existe também um preconceito criado pela falta de informação até mesmo dos profissionais da saúde, concluindo que é necessário falar sobre as DSTs com a população.

Portanto, para combater a negligência dos jovens a respeito das DSTs é necessário intensificar ações de prevenção e de informação direcionadas a população.Dessa forma, o ministério da saúde deverá realizar campanhas em ruas e baladas, principalmente aos finais de semana, entregando folhetos, preservativos e veículo fechado para realização de testes de HIV para prevenir,informar e tratar prematuramente. Além disso, ONGs deverão criar o programa “DSTs, o que é isso?” no intuito de informar detalhadamente e ensinar formas de prevenção,diminuindo assim o número de casos no país.