O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/08/2019

Segundo a UNAids, instituição que lida com a Aids, o Brasil lidera o ranking do número de infectados com DSTs. No entanto, as vítimas são os jovens, que embora utilizem a tecnologia do mundo atual, a causa das doenças está na falta de informação e, consequentemente, no não uso do preservativo. Por isso, torna-se essencial debater o aumento constante do número de DSTs entre jovens, a fim de liquidá-los.

Em primeiro plano, urge analisar a carência de informação dos jovens sobre as doenças. Outrossim, é notório a falta de responsabilidade, também, dos pais e do Governo, apesar de ser necessário discutir sobre as DSTs em escolas, é um tabu. De acordo com o Estudo de Prevalência Nacional do HPV (Papilomavírus Humano), o índice de contágio da Aids dobrou entre os jovens de 15 a 19 anos, indo de 2,8 a 5,8 por 100 mil habitantes. Em decorrência desse aumento, afirma-se a ausência de conhecimento sobre o assunto e noção dos riscos trazidos pelas doenças, como exemplo, o óbito.

Ademais, o não uso de preservativos, idem, é um fator preponderante para a contaminação de doenças sexualmente transmissíveis. Diante disso, esse costume de não usar camisinha faz parte da cultura de mais da metade dos brasileiros, segundo a pesquisa da revista Saúde. Desta maneira, essa situação séria coloca em risco a saúde de muitos indivíduos, que muitas vezes, acreditam que o objetivo da camisinha seja só contraceptivo, substituindo-a por pílulas.

Depreende-se, portanto, a primordialidade de se combater o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros. Para tanto, cabe aos Ministérios da Educação e Saúde - orgãos do Estado responsáveis por garantir ensino e bem estar a população - inserir, nas escolas, por meio de aulas e campanhas, a informação necessária sobre a importância de usar preservativos e alertar os alunos sobre os riscos de obter a doença. Deste modo, o número de infectados com DSTs diminuirá conforme a percepção da população sobre o assunto.