O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 13/08/2019

A taxa de infecções sexualmente transmissíveis entre jovens brasileiros aumenta cada vez mais. Esse problema deriva, dentre outros aspectos, da falta de informação dos jovens sobre os riscos de não usar proteção e do incentivo muitas vezes inconsciente gerado pela indústria pornográfica. Tal problemática deve ser solucionada partindo de uma análise bem feita.

Em primeiro lugar, é fundamental lembrar que o uso de preservativos não impede apenas a gravidez, mas também as ISTs. Esse esquecimento, às vezes proposital, é um dos responsáveis pela taxa de quase 40% dos jovens de 14 a 25 não se protegerem durante o ato sexual, segundo o II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado pela Unifesp. A falta de conhecimento e medo dos jovens pode ter sido adquirida pela ausência de participação em episódios sérios que envolvem ISTs, como na epidemia da Aids de 1980. Sendo assim, o perigo não parece ter se mostrado e portanto não é capaz de assustar as pessoas.

Em segundo lugar, vale destacar que a indústria pornográfica é uma das mais lucrativas do mundo, devido à sua recompensa momentânea ser paga por um preço muito pequeno. “É tudo prazer, sem responsabilidade”, disse o psicólogo clínico Jordan Peterson com relação à pornografia. Tal ramo é constituído em grande parte por pessoas que não se previnem durante o sexo, criando no subconsciente do consumidor a ideia de que essa forma é a correta, a que deve se seguir. A constante repetição de cenas desse jeito criam a ilusão de que camisinhas são incomuns, ou até mesmo estranhas.

Logo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão que participa dos processos de prevenções de ISTs, informar por intermédio da mídia e redes sociais (que possuem grande parcela de tempo no cotidiano dos jovens) sobre os malefícios da pornografia, que vão além do incentivo à ISTs, e do uso de preservativos. Desse modo, a sociedade não se corrompe em um ambiente sujo e favorável para o alastramento de doenças, sejam de difícil tratamento ou não, que diminuem a qualidade de vida de um indivíduo e possivelmente de outro.