O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 13/08/2019
A reincidência da sífilis - doença Infecciosa Sexualmente Transmissível (IST) - de forma crescente e epidêmica, é um grave problema de saúde pública. Entre as razões determinantes para o forte aparecimento nos últimos anos, encontram-se a falta de discussões esclarecedoras direcionadas a esse assunto e a vergonha frente a sociedade, de ser portador da bactéria Treponema palladium.
Falar abertamente sobre sexo no Brasil, ainda hoje, na sociedade contemporânea, é um grande tabu. Diante disso, não é comum a promoção de palestras e debates a respeito das ISTs e dos métodos de prevenção das mesmas, o que se torna um bloqueio para a disseminação da política do “sexo seguro”. A banalização do uso de preservativos se encaixa, também, nesse aspecto, pois a falta de conhecimento resulta em negligência.
Apesar do diagnóstico da sífilis consistir em um teste rápido e eficaz, oferecido mas Unidades Básicas de Saúde de forma gratuita, o constrangimento das pessoas e o medo do julgamento social, são alguns dos fatores que diminuem a procura pela realização do exame. O fato de não saber da presença da infecção - que não manifesta sintomas - é o principal motivo da contaminação generalizada, um paradoxo diante da simplicidade do tratamento.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde promover palestras no ambiente escolar e em espaços públicos, a fim de sanar as dúvidas da população; cativiar debates reflexivos; motivar a prevenção; a prática de fazer exames e também, o tratamento, com a participação de profissionais da saúde. De tal forma, com o empenho do governo e a conscientização social, é possível até mesmo erradicar a sífilis do nosso país.