O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 12/08/2019

A falta de preocupação dos jovens com as consequências e a carência de informação fornecida pelas redes de ensino. São esses uns dos principais fatores que intensificam o aumento de “ISTs” entre os jovens brasileiros, tema que vem ganhando destaque e gerando diversas preocupações no ramo da saúde. Mediante a tal problemática, é necessário uma atitude do governo, juntamente com a população, afim de sanar com esta mazela, garantindo um futuro mais saudável para os adolescentes do Brasil.        Em primeiro lugar, a despreocupação com os males que podem ser gerados é uma causa que aumenta esse problema no território nacional. A política alemã Hannah Arendt em sua teoria da “banalidade do mal” demonstra como as pessoas podem fazer algo que seja considerado ruim e negativo sem se queixar de suas ações, ou seja, tratar “o mal” como normal e comum, e essa vulgarização de casos preocupantes é facilmente perceptível entre os jovens brasileiro. Um dado divulgado pela folha “Correio Braziliense”, em 2017, demonstra que, em 5 anos, a Secretaria de Saúde registrou 29 mil novos casos de alguma doença sexualmente transmissível, o que evidencia a pouca preocupação e a banalização, que Hannah cita em sua tese, dos adolescentes em relação as consequências que uma doença deste tipo pode acarretar em suas vidas.

Outro fator que agrava tal circunstância seria a insuficiência de informações fornecidas pela escola. O Ministério da Saúde faz sua parte, incentivando o uso e disponibilizando preservativos de forma gratuita nos postos de saúde, um dado fornecido pelo jornal “Hoje em dia” revela que cerca de 465 milhões de preventivos foram distribuídos no ano de 2017, o que legitima a eficácia deste órgão. Todavia, o Ministério da Educação não cumpre o seu papel, já que as discussões sobre este tema são raras nos colégios e quando ocorrem são feitas de maneira superficial, uma pesquisa realizada pelo “PCAP” mostra essa ignorância, já que, de acordo com ela, 21,6% dos entrevistados acreditavam que existe cura para a “AIDS”, o que é extremamente incorreto.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que o Estado tome iniciativas visando a soluções de tais questões. O ministério das comunicações deve intensificar as propagandas que incentivam o uso dos preservativos nas redes de telecomunicações e mostrar, a partir dos comerciais, os impactos que as “ISTs” podem trazer para a vivência do indivíduo, fazendo com que ele tenha mais receio de praticar atividades sexuais sem a devida proteção. Além disso, o Ministério da Educação deve reforçar e aperfeiçoar debates sobre as infecções sexualmente transmissíveis nas escolas, com base em aulas e apresentações, desta forma o adolescente poderá entender e participar do assunto abordado. Seguindo tais passos, o aumento de “ISTs” na classe juvenil brasileira não passará de um passado infeliz.