O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 13/08/2019

O programa Minha Casa Minha Vida, instaurado durante o governo de Luís Inácio da Silva, foi criado com o objetivo de combater a AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis no país. O projeto, embora eficaz em seus primeiros anos, não trouxe uma mudança significativa a longo prazo para essa meta, posto que tornou-se gritante o aumento de DSTs e ISTs entre jovens brasileiros, seja em função do mau uso do preservativo, seja pela ausência de educação sexual especializada nas escolas. Assim, hão de ser analisados tais fatores, para que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

A priori, é imperativo pontuar que o crescimento no número de jovens infectados por ISTs e DSTs no país é fruto do uso inadequado do preservativo. Isso porque, mediante uma banalização de doenças como a AIDS e a sífilis, a importância do uso da camisinha acaba por ser indevidamente subestimada. Esse panorama se evidencia, por exemplo, ao analisar uma pesquisa divulgada pelo Pcap em 2016, que aponta que aproximadamente 73,4% dos jovens brasileiros nunca fizeram o teste de HIV em suas vidas, o que indica um aparente e preocupante descaso com os males que as infecções sexualmente transmissíveis podem trazer. Logo, é necessária a alteração desse quadro de maneira urgente.

Outrossim, é imperioso destacar que o aumento no número de adolescentes e jovens portadores de infecções sexualmente transmissíveis no Brasil deriva, ainda, da ausência de ensino sexual adequado nas escolas, no que concerne ao uso do preservativo e sua importância. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao comparar o cenário brasileiro hodierno com o proposto pela série “Sex Education”, original da companhia Netflix, que tem como principal tema a educação sexual e os benefícios que ela induz na vida dos jovens. Torna-se, então, essencial uma reformulação da postura estatal diante do assunto.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se prevenir o aumento de DSTs entre jovens brasileiros. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelo controle de doenças, aplicar campanhas preventivas que enfatizam a necessidade do uso adequado do preservativo por meio de propagandas e outras formas de apelação pública, com o objetivo de alertar a população a respeito das consequências do mau uso da camisinha. Ademais, o Ministério da Educação, setor governamental responsável por definir as diretrizes educacionais do país, deve implementar a Educação Sexual na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como tópico a ser abrangido dentro de disciplinas como Biologia e Ética para alunos de todas as idades, por meio de atividades interdisciplinares e que tenham como foco o uso do preservativo e as ISTs, a fim de conscientizar os jovens desde a tenra idade sobre o tema. Assim, tal situação reverter-se-á, tornando possível a diminuição dos portadores de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil.