O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/08/2019

No final dos anos 1980 e início dos anos 1990 uma grande pandemia nascia nos Estados Unidos: a AIDS. Entretanto,quase 30 anos após esse acontecimento, essa e outras DSTS - doenças sexualmente transmissíveis - atingem grande parte da população brasileira, sobretudo os jovens. Nesse contexto, deve-se analisar como as políticas, ineficazes, de prevenção promovidos pelo Estado bem como a banalização das DSTS agravam a problemática em questão.

É relevante abordar, primeiramente, que as políticas públicas de prevenção às DSTS são ineficientes visto que segundo a UNAids somente em 2016 quase 50 mil novos casos de AIDS foram registrados no Brasil, sendo a maioria entre os jovens. Isso ocorre porque as campanhas governamentais de conscientização, muitas vezes, não consegue interagir com esse público visto que essas tem uma linguagem distante da desse grupo.

Além disso, as DSTS são banalizadas, principalmente, pelos jovens. Isso é evidenciado pela pesquisa divulgada em 2016 pelo Pcap em que quase 50% dos jovens entrevistados afirmou ter tido relação sexual sem preservativo. Isso ocorre, muitas vezes, devido ao desconhecimento da sociedade com relação aos métodos contraceptivos já que eles têm função de prevenção à gravidez. Entretanto, muitos esquecem que a principal função do método mais utilizado - o preservativo- é prevenir as DSTS.

Sendo assim, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas publicitárias, eficazes, de prevenção a essas doenças com o auxílio de médicos e psicólogos com o objetivo de reduzir exponencialmente o número de novos casos. Ademais, o Ministério da Educação deve promover aulas de educação sexual nas escolas afim de oportunizar o acesso a um maior conhecimento sobre a problemática em questão. Somente assim, a pandemia iniciadas nos anos 1980 será apenas uma parte da história.