O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/07/2019

Instruir para controlar

Segundo estudos feitos pela Secretaria de Saúde, em 2015 o número de incidência de casos de AIDS diminuiu. No entanto, esse mesmo estudo ao analisar os subgrupos afetados, constatou que houve um aumento expressivo entre os jovens. Essa realidade não se dá apenas ao vírus do HIV. A ocorrência de outras doenças sexualmente transmissíveis também aumentou, ocasionado pela falta de experiência, aliado a irresponsabilidade com a própria saúde.

O filósofo brasileiro, Mario Sérgio Cortella, diz que não se pode esperar que as novas gerações tenham memórias e experiências de um passado que não viveram. Nesse sentido, as gerações que nasceram após o surgimento dos coquetéis antirretrovirais, em 1996, desconhecem a expressividade e a consequências de doenças como a AIDS. Assim, por falta de experiência essa doença crônica deixou de ser temida e os cuidados para não infecção, ignorados.

Deve ser destacado também, o fato das DSTs serem doenças silenciosas. De acordo com estudos feitos pelo Ministério da Saúde, em média 112 mil pessoas estão infectadas pelo vírus HIV, mas ainda não sabem. Esse desconhecimento propicia o agravamento da saúde do infectado e a irradiação do vírus. Desse modo, entre parceiros que, de um lado desconhecem o seu diagnóstico, e do outro, não se sente responsável pela própria saúde, a infecção pode ser uma das consequências da atividade sexual desprotegida.

Diante dessa problemática, dada pelo aumento das DSTs entre os mais jovens, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Cabe ao Ministério da Saúde, a realização de campanhas informacionais feitas por meio da internet e redes sociais,  que incentivem o uso de preservativo e sexo seguro. Dessa forma, com uma juventude bem instruída, essas epidemias serão finalmente controladas.