O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 24/07/2019

Reestruturação Holística

Se, para François Mauriac, escritor francês, separar justiça e liberdade constitui um pecado social por excelência, para a sociedade brasileira, hodierna, tal ideário não poderia ser diferente. Sob esse viés, o aumento de DSTs entre os jovens no Brasil afronta não meramente a dignidade dos cidadãos, mas o profundo debate de saúde pública no país. Nesse sentido, tal panorama denota uma atmosfera de inadimplência, cerceada em desafios, seja pela banalização à proteção sexual contra ISTs, seja por suas consequências de ordem individual e coletiva.

Mormente, há de se destacar que a população jovem abriu mão de se proteger e ignora o facultamento de auto-preservação. Atualmente, com o desenvolvimento e ascensão de métodos contraceptivos sem barreiras, como a pílula anticoncepcional e os hormonais, houve uma relativa banalização dos preservativos, sobretudo a camisinha, estes que além de impedirem uma gravidez indesejada, assegura também proteção contra doenças venéreas.Além disso, é imprescindível destacar o paradoxo estabelecido em tal âmbito; pois, com o sucesso remoto das campanhas e tratamentos de outrora, os mesmos hão possibilitado um descuido maior aos males das infecções pela mocidade.

Outrossim, é importante pontuar que a explosão das DSTs entre os jovens no país tem condicionado adversidades individuais e de saúde pública. Preconceito, medo, exclusão social, perda da qualidade de vida; os efeitos da contaminação esbarram em uma série de circunstâncias que não se limitam apenas aos danos físicos e naturais das doenças, mas às decorrências oportunistas e psicológicas. Em uma nova perspectiva, segundo o Art. 196, Saúde é um direito de todos e um dever do Estado. Assim, o crescimento exponencial no número de infectados recrudescem e pressiona os gastos públicos, tendo em vista que grande parte dessas doenças exigem tratamentos perenes, desenvolvendo assim uma ambiente com inúmeros déficits pontuais no sistema.

Torna-se imperativo, por conseguinte, que cátedras universitárias, junto aos profissionais da saúde, busquem apoio da população por meio de debates, seminários e palestras em colégios e universidades, desmistificando o tabu social da pauta e apresentando, dentro da visão irrestrita da sociologia, as consequências de uma sexualidade não segura. Ademais, é fundamental a imposição do Ministério da Saúde, coadunado a especialistas e influenciadores, promovendo campanhas publicitárias e midiáticas voltadas ao público jovem, alertando e conscientizando de forma sistemática o cidadão e a sociedade. Apenas sob tal conciliação,haver-se-á a redução de DSTs no país e a plena garantia das liberdades individuais.