O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/07/2019

Em 1989 o cantor brasileiro Cazuza no auge do seu sucesso pronunciou aos fãs que sofria de Aids, doença que levou a morte do cantor, trazendo medo para a juventude daquela época. Hodiernamente, mesmo com grandes avanços da ciência, os jovens da década de 2000 ainda sofrem com dsts pelo sexo não seguro, tendo 29 mil novos casos entre jovens de 20 á 29 anos, segundo o Correio Brasiliense. Nesse contexto, devem ser analisados quais problemáticas levam o grande índice de jovens infectados por doenças sexualmente transmissível.

Em primeira análise é válido ressaltar o risco de uma relação sexual não segura. Uma gravidez indesejada e o alto índice de se submeter a doenças sexualmente transmissíveis como HPV, Sífilis, Aids e Hepatites. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 2,5% da população brasileira sexualmente ativa já foi contaminada em alguma ocasião por essas enfermidades, o que, numericamente, representa aproximadamente 5 milhões de pessoas.

Além disso nota-se a falta de informação, principalmente entre os jovens, dos riscos das relações sexuais sem proteção. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 60% das pessoas não utilizam preservativos, sendo que grande parcela não reconhece os sintomas, como o da sífilis, ou não entendem a irreversibilidade da AIDS, como exemplos. A precoce irresponsabilidade comportamental da juventude brasileira torna-se um fator determinante para o desenvolvimento ideal, posto que coloca em xeque a qualidade de vida.

Torna-se evidente, portanto, os problemas relacionados ao aumento das doenças sexualmente transmissíveis. É primordial que as responsabilidades sejam compartilhadas entre o Poder Público, escolas e mídia. O Ministério da Saúde deve orientar projetos que promovam a informação em ambientes públicos, centros médicos e educacionais, por meio de cartazes educativos e orientações médicas, além de implementação de máquinas de preservativos nas escolas públicas e postos de saúde.