O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/07/2019

Ascensão das DSTs entre os jovens: ciclo repetitivo do tabu

Em meados dos anos 70 o cigarro tinha grande popularidade, principalmente entre os jovens, pois não se tinha informações suficientes sobre os malefícios que o fumo causa. Já durante a década de 90, com o crescimento das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) os jovens passaram a alertar para a causa quando celebridades, como o cantor brasileiro Cazuza, foram infectados. O conhecimento popular sobre as DSTs e seus respectivos métodos de prevenção, porém, se mostra menor novamente, mesmo com a ascensão das doenças entre jovens na última década.

Em primeiro plano, o conhecimento científico sobre as DSTs, com a ausência de instrução técnica entre jovens, ainda que as campanhas governamentais de alerta durante o carnaval seja recorrente, é pouca. A população jovem, por sua vez, com a iniciação de sua vida sexual, tende a não procurar o atendimento médico especializado oferecido gratuitamente em postos de saúde, muitas vezes por vergonha ou insegurança, pois a sexualização do jovem ainda é tabu entre a população brasileira.

Em segundo plano, a instrução sexual por parte da família, apesar de ser necessária para a segurança e saúde dos jovens, é rara entre as famílias brasileiras. Sem a instrução dos familiares, que conheceram os males ocasionados por DSTs para jovens brasileiros durante a década de 90, muitos jovens iniciam a vida sexual sem conhecimento  da maioria dos perigos envolvidos, para eles e seu atuais ou futuros parceiros, do sexo sem proteção e as doenças a que estão suscetíveis.

A falta de auxílio, tanto informacional quanto psicológico, portanto, é o principal fator que levou ao aumento de DSTs entre a população jovem. Visando desconstruir o tabu da iniciação da vida sexual, fazendo assim jovens conversarem entre si e procurarem auxílio profissional, o ministério da educação deve regulamentar como matéria obrigatória, em escolas públicas e particulares, a educação sexual. ONG’s e igrejas, por exercerem influências sobre famílias, devem ministrar palestras sobre a sexualidade jovem, incentivando assim a discussão, sobre sexo seguro e prevenção de DSTs, no âmbito familiar.