O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/07/2019
O primeiro caso de Aids foi relatado em 1986, se desenrolando em uma epidemia nos anos 90. Após mais de 20 anos, os avanços médicos conseguiram aumentar a expectativa de vida do infectado, porém, surpreendentemente, os casos de DSTs vêm aumentando vertiginosamente. Seja por falta de proximidade com os perigos das doenças ou pela cultura não preventiva na sociedade, fica evidente a necessidade em desacelerar as estatísticas entre os jovens.
Após a introdução do coquetel de medicamentos na rotina do aidético, jovens nascidos depois da epidemia têm dificuldade em compreender os efeitos e a complexidade das doenças sexualmente transmissíveis. Tal pensamento se comprova quando, em pesquisa realizada em 2017, cerca de 26,1% dos jovens entrevistados acha que existe cura para a Aids. Sendo assim, deve haver um diálogo expositivo para a camada sexualmente ativa com o dever de desmitificar certos pensamentos que não deveriam ser de senso comum.
Além disso, deve-se exterminar a ideia preconceituosa sobre os portadores de DSTs. No filme Filadélfia, lançado em 1993, é mostrado o preconceito que os aidéticos sofrem por serem considerados, erroneamente, altamente perigosos e de aparência moribunda. Em virtude de tal ideia negativa enraizada na sociedade, os jovens deixam de se prevenir e realizar testes regularmente por não julgarem necessário, a julgar pelo físico saudável. Portanto, deve-se frisar a ideia de que DSTs não escolhem vítimas, sendo qualquer indivíduo capaz de ser infectado.
Faz-se necessário, portanto, uma mudança ideológica e na área da saúde. Com o apoio do Ministério da Educação e escolas, é preciso haver aulas de educação sexual para alertar os jovens sobre os reais perigos de doenças sexualmente transmissíveis. Simultaneamente, com o apoio do Ministério da Saúde, deve-se também aumentar a área de exames sanguíneos gratuitos, com o fito de incentivar a prevenção e não depender somente de tratamentos.