O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/07/2019

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que o aumento de DSTs entre jovens está em evidência – o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.

No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar condições dignas aos jovens. Pode-se mencionar, por exemplo, o Sistema Único de Saúde-SUS-, cujo objetivo-dentre outros direitos- é a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.

Contudo, medida como essa não capaz de atenuar, verdadeiramente, os casos de DSTs entre jovens no Brasil, pois, devido a falta de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis – que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer planos futuros, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de gravidez não planejada e pessoas em situações de riscos, motivados, principalmente, pela rejeição ao uso de preservativos. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, o quadro de DSTs nos jovens brasileiros não será atenuado, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Ética, mas também – em parceria com as escolas- desenvolva em comunidades, palestras e campanhas, a fim de apresentar informações sobre preservativos e tratamentos, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar os índices de DSTs entre jovens no Brasil. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.