O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 12/07/2019
O movimento Hippie, herdado da cultura “beat” americana, tinha como uma das suas principais vertentes o amor livre e a promoção de uma nova concepção sobre a temática sexual. Entretanto, ainda sim o assunto é um tabu entre muitas famílias e essa lacuna na orientação sexual combinada a falta de medo acerca dessa problemática, são as principais causas do aumento no número do ISTs entre os jovens brasileiros constituindo um desafio a ser resolvido não só por poderes públicos, mas também por toda a sociedade.
A princípio, a falta de orientação dos pais com os filhos em relação a essa problemática, ocasionado muitas vezes pelo assunto também ter sido negligenciado pelos seus pais e assim eles dão continuidade ao “legado” que lhes foi passado, ou pelo receio de que o diálogo em casa seja compreendido como um “sinal verde” para a iniciação sexual, são motivos que muitas vezes levam esses jovens a buscar informações em outros meios como a internet, amigos ou em revistas, resultando na propagação de conteúdo duvidoso e consequentemente jovens menos preparados e mais propensos a contraírem ISTs.
Ademais, a ausência de medo dos jovens em adquirem essas doenças devido ao conhecimento de que é possível viver com qualidade de vida e longevidade, contrária a década de 80 na qual se temia o vírus HIV, seus dolorosos sintomas e a inevitável morte do portador da doença, é um fator importante pois os deixam menos alertas e receosos quanto à essas doenças. Assim como, a “onipotência” do jovem que os levam a imaginar que isso nunca acontecerá com eles, descredibiliza o uso de métodos contraceptivos pré e pós contato, resultando na exposição desamparada desses vírus.
Desse modo, está claro que o aumento de ISTs entre os jovens tornou-se um problema não só público mas de âmbito social, por isso é imprescindível o papel do Ministério da Saúde por meio de campanhas de educação sexual gratuita, alertando sobre a importância dos métodos contraceptivos antes, como camisinha e PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), na qual consiste na tomada diária de um comprimido impedindo o vírus causador da aids infecte o organismo, e pós contato sexual, como a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) consistindo no uso de medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco de infecção em situações de exposição ao vírus, objetivando um maior amparo para os jovens dos quais buscam informações em outros meios além da família. Por fim, é importante também a participação da família, por meio da orientação sexual dos filhos, permitindo debates a respeito do problema, evitando que os jovens busquem informações de fontes dubitáveis, preenchendo a lacuna da orientação sexual.