O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/07/2019
A Era da Informação, como é conhecido o século XXI, provocou mudanças em diversas áreas. Contudo, apesar do amplo acesso à informação possibilitada, sobretudo, pelas redes sociais, nota-se um aumento expressivo nos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), seja pela falta de reflexão, seja pela negligência do assunto. Nessa conjuntura, torna-se premente desenvolver políticas públicas objetivando preservar a saúde do público jovem.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que a falta de diálogo torna os adolescentes mais vulneráveis ao sexo inseguro. Não obstante os jovens do terceiro milênio possuírem uma gama de conhecimento disponível, os pais que deveriam induzir a reflexão sobre o assunto por meio de discussões racionais não cumprem esse papel, porque a sexualidade é vista como um tabu social. Essa premissa corrobora o pensamento do filósofo Francis Bacon, o qual afirma que as percepções humanas atrapalham a compreensão da verdade. Assim, infere-se que é preciso estabelecer uma cultura de debate no ambiente familiar sobre a necessidade do uso de preservativos durante o ato sexual.
Outrossim, nota-se que a negligência é outro fator contribuinte à problemática. Na sociedade hodierna, camisinha ficou muito associada à noção de prevenção à gravidez, pois o indivíduo não observa mais em grandes veículos de comunicação a menção à morte por IST. Entre as décadas de 1980 e 1990, muitos famosos foram vítimas do vírus da imunodeficiência humana (HIV) – o tipo mais conhecido de IST – , como foi o caso do cantor Cazuza. Conforme dados do Ministério da Saúdem houve um crescimento de 3,8% nos casos de sífilis, a cada 100 mil habitantes, em um período de 5 anos. Nesse viés, é importante alertar sobre a importância do uso de preservativos, pois o HIV é uma infecção grave e que precisa ser combatida continuamente.
Portanto, para aplacar o aumento de infecções sexualmente transmissíveis entre o público jovem é preciso que famílias e Governo somem esforços. Primeiramente, o Ministério da Saúde, junto às mídias, deve promover campanhas de conscientização alertando tanto para os riscos do sexo desprotegido como também para a importância de os pais conversarem com seus filhos sobre o assunto. Junto a isso, também deve ser prestado apoio médico e psicológico aos cidadãos que estejam infectados pela doença, a fim de que esta seja impedida de se espalhar e que a população entenda a necessidade de continuar se prevenindo. Dessa forma, será possível reverter o quadro de crescimento e proteger a saúde dos jovens brasileiros.