O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/07/2019
Sancionada por Getúlio Vargas, em 1988, a Constituição Federal Brasileira garante a todos os canarinhos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, no que tange a questão do aumento de DSTs entre os jovens no Brasil, observa-se a existência de empecilhos para a concretização de tais preceitos no país, seja pela falta de informação sobre os perigos e a prevenção dessas doenças, seja pela falta de uma abordagem mais ampla sobre sexualidade. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada e saudável seja alcançada.
Não obstante, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Parafraseando Durkheim, observa-se que o desconhecimento sobre determinado assunto corrobora intrinsecamente com a prática eficaz do mesmo. Analisando esse conceito atrelado à conjuntura atual, nota-se, no Brasil, que o índice de DSTs entre a juventude brasileira tem aumentado. A ausência de informação sobre as consequências da falta do uso de preservativos e a orientação de como usá-los são alguns dos fatores que podem estar por trás do crescimento das taxas de DSTs do país. Com isso, doenças, como a hepatite, aids e sífilis tornaram-se mais presentes entre os jovens, visto que, em cinco anos, a Secretaria de Saúde registrou 29 mil novos casos de alguma DST.
Outrossim, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman defende, em sua obra “Modernidade Líquida” que o individualismo é uma das principais características - e o maior conflito - da pós modernidade e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar as diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, pois apesar do multiculturalismo, há famílias e escolas que não abrangem os debates sobre sexualidade e a diversidade sexual existente no país, de modo que a comunidade LGBT seja excluída, as discussões sobre a prevenção das DSTs sejam mais restritas e o índice de morte decorrente dessas doenças sexualmente transmissíveis cresça gradativamente.
Infere-se, portanto, a mídia, por meio de propagandas e telejornais, informar a importância do uso de preservativos, de maneira a orientar aos jovens como usá-los e conscientizá-los sobre os perigos que a falta do seu uso causa, como a contaminação de DSTs e até a morte. Além disso, é imprescindível que a Secretaria de Saúde imponha em locais públicos palestras sobre sexualidade, com o intuito de instruir os pais dos jovens a como conversarem com seus filhos sobre o assunto, dessa forma, eles se tornarão mais sábios sobre os perigos de uma vida sexual sem proteção e, em parceria com as instituições de ensino fundamental e médio, realizar debates nas salas de aula sobre os tipos de DSTs e os riscos que elas podem causar, assim, diminuindo o índice dessas doenças entre a juventude brasileira.