O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 09/07/2019

Infecções e doenças sexualmente transmissíveis (ISTs e DSTs), há poucas décadas temidas pela juventude, hoje voltam à tona com o aumento alarmante no número de casos registrados. Essas doenças, que causam diversos problemas psicológicos e sociais além dos físicos, necessitam de total atenção e combate. Combate esse negligenciado pelos seus principais agentes, quais sejam: o governo e a sociedade civil.

Os jovens que viveram nas décadas de 1980 e 1990 presenciaram o surgimento e o aumento da preocupação com as DSTs( notadamente a AIDS) e subsequentes campanhas governamentais que, de fato, obtiveram sucesso. Esse êxito fez com que as novas gerações experimentassem a banalização destas doenças e o relaxamento das campanhas governamentais a seu respeito. Aliado à isso, a sociedade brasileira sofre de um enorme tabu no que diz respeito à educação sexual, que dificulta o acesso franco dos jovens à informações de combate às ISTs e que incentivem o sexo consciente.

Esse relaxamento levou a um aumento do número de indivíduos infectados. Indivíduos que sofrem, além dos danos físicos associados, problemas psicológicos devido ao preconceito aos portadores. Como o Estado é obrigado pela Constituição a oferecer tratamento de saúde gratuito e de qualidade, um aumento de casos leva a uma aumento do gasto governamental com a saúde, já precarizada.

Para combater este crescimento é necessário a retomada de campanhas educativas, através dos Ministérios da Saúde e da Educação, utilizando de aulas nas escolas e o uso inteligente dos novos meios de comunicação com vistas à maior disseminação da informação. Junto a isso, é mister um esforço de desmistificação dos tabus sexuais presentes na sociedade nacional.