O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/07/2019

Durante o século XX, no Brasil, era comum a ocorrência de casamentos de meninas pobres na fase da puberdade. A prática antiga, que por vezes era motivada por fatores econômicos e culturais, oferecia risco à saúde das moças, dentre os quais se destaca o surgimento de doenças sexualmente transmissíveis (DST’S), oriundas do não uso do preservativo. Embora no século XXI o acesso à informação seja vasto, jovens brasileiros, entre 15 e 24 anos, ainda lidam com o aumento desse mal que tem como causas primordiais a ausência do medo e o sexo como tabu na sociedade.

A priori, cabe ressaltar que a falta de temor é um dos fatores para o aumento exponencial das DST’S. Isso ocorre porque doenças como o HIV deixaram de ser vistas como ameaças à existência humana, visto que hoje já é possível o controle do vírus mediante o consumo de coquetéis. Todavia, descuidos no ato sexual, como o não uso do preservativo e a multiplicidade de parceiros, podem levar o indivíduo à complicações da doença, dentre as quais se destacam o repasse viral e a morte do paciente.

Ademais, o preconceito sexual é a causa da ausência de diálogo entre os jovens e as instituições formadoras desse, uma vez que estas possuem valores patriarcais, ou seja, enxergam o sexo unicamente como meio para reprodução. De acordo com Rosseau, o homem nasce livre mas por todas as partes encontra-se acorrentado. A máxima expressa pelo filósofo mostra que, enquanto tais entidades permanecerem em seus respectivos tabus, o público juvenil sofrerá com suas consequências oriundas de más escolhas, que por sua vez, terão como causa dúvidas que nunca foram sanadas.

Dado o exposto, é necessário, em primeira análise, que os jovens reflitam sobre o impacto de suas atitudes no meio em que vivem, fazendo uso da ética utilitarista, através do uso de métodos contraceptivos e da seletividade de companheiros sexuais, a fim de corroborarem para a diminuição de casos das doenças. Em segunda análise, urge que as instituições formadoras daqueles indivíduos, tais como família e escola, cessem com os prejulgamentos, mediante o diálogo e à educação sexual, de modo que, para a geração contemporânea, o sexo ocorra de forma segura e consciente. Desta forma, problemas como os do século XX não serão uma preocupação para sucessões futuras.