O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/07/2019
Mundo globalizado: rede de doenças ou de informação?
Entre as décadas de 1960 e 1970 o mundo presenciou a emersão de uma pandemia de AIDS, em detrimento do escasso conhecimento da enfermidade, o que causou uma enorme preocupação de países como EUA e Brasil, que, até então, possuíam grandes índices de infectados. Diante disso,investimentos em pesquisas e propagandas em massa foram realizados quase que exclusivamente para esse tipo de doença.Entretanto, no decorrer dos anos, sobretudo no Estado brasileiro, essa e outras DSTs alcançaram índices de crescimento consideráveis entre os adolescentes, ocasionado pelo déficit educacional e pelo avanço médico-tecnológico. É necessário, portanto, o debate entre Estado e sociedade, a fim de que os erros existentes sejam sanados.
Sobre esse viés, consolida-se o pensamento de Jack Kevorkian sobre o paciente decidir quando é melhor morrer, baseado na conjuntura de que o avanço no tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, bem como seu barateamento nos últimos anos, proporcionam grande qualidade de vida aos portadores dessas enfermidades. No entanto, essa ideia ocasiona nos jovens a ausência de medo de obterem uma relação sexual desprotegida, visto que, caso se tornem enfermos,as soluções são mais sólidas que nas décadas anteriores. Por consequência, os números de infectados crescem exponencialmente.
Convém ressaltar, também o pensamento da médica Tânia Vergara de que as pessoas só se previnem contra o que conhecem, à medida que o fornecimento de informações pelo governo sobre as doenças sexualmente transmissíveis é ineficiente ao não abranger todas as classes sociais e faixas etárias.Assim, aqueles que possuem acesso à educação de qualidade, muitas vezes, reconhecem a importância do uso de preservativos, enquanto os que não o tem negligenciam a utilização, sob a justificativa de “ser incômodo”, “reduzir o prazer” e “ser difícil de inserir no corpo”. Isso é reflexo de que o Estado é inconstitucional, à medida que não garante o previsto no artigo 196 da Constituição: o direito de todos no acesso à saúde e à educação.
Diante disso,torna-se evidente o descompasso entre Estado e sociedade na resolução das dificuldades existentes.Cabe,respectivamente, portanto, aos jornais privados a divulgação de notícias científicas na internet a respeito do avanço da medicina ser grande, mas ainda não garantir a cura ou o tratamento sem efeitos colaterais das DSTs; e ao Ministério da Saúde a promoção de campanhas de educação sexual obrigatórias nas escolas, com imagens das enfermidades em estágio avançado.Assim, a democratização da informação acontecerá e os jovens do país crescerão saudáveis.