O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 04/07/2019
Sífilis. Gonorreia. Aids. Tais doenças são apenas algumas que atingem inúmeras pessoas a cada ano. Ademais, as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) têm infectado um número cada vez maior de jovens, indo ao caminho contrário às expectativas, que buscam a redução. Tal fato está ligado a dificuldade de diálogo e a perda do medo ao contágio.
Num primeiro momento, é importante observar que o tema DST e também o tema sexo é tratado como um tabu por nossa sociedade. Por consequência, conversas sobre os temas não ocorrem ou são superficiais. Entretanto as práticas sexuais não deixam de ocorrer, e com o agravante da desinformação. Logo, esse conjunto sexo mais falta de informação deve ser desmembrada, a fim de pessoas conscientes busquem a prática do sexo seguro.
Outro fato para analisar está no pensamento que ter Aids é sinônimo de morte, o que realmente ocorreu nos primórdios do seu descobrimento. Essa ideia é retratada no filme: “Clube de compra Dallas”, onde um “cowboy”, após contrair o HIV inicia-se o tráfico de remédios que buscavam prolongar os anos de vida. Atualmente, ocorreram inúmeros avanços no tratamento da AIDS, de forma que uma pessoa soro positivo possa viver sem restrições com ajuda dos medicamentos. Mas, vale ressaltar, uma vida normal com o uso ininterrupto dos coquetéis, portanto a prevenção contínua sendo o melhor remédio.
Pode-se perceber, portanto, que medidas são necessárias para reverter esse cenário de aumento do contágio e transmissão das DSTs. Logo, cabe as famílias buscarem um maior diálogo com o adolescente, a fim de conscientizá-lo para prática segura do sexo. Aliado à família, o Ministério da Educação, no âmbito escolar, pode promover palestras de conscientização - desmistificando os temas DSTs e sexo -, por meio de exibição de filmes e rodas de conversas com sexólogos e médicos com o intuito de buscar um jovem consciente, não por medo, mas por um ensino eficaz ao tema.