O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/07/2019
No Brasil, mesmo diante de inúmeros métodos de proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), que causam graves danos á saúde, como doenças cardíacas e neurológicas incluindo a aids, ainda é alarmante o número de casos de jovens infectados. Este fenômeno pode ser entendido tanto pela falta de conscientização da população, quanto por falhas no acesso á prevenção destas doenças. Neste viés, cabe-nos buscar soluções para combater este agravante que ainda se faz tão presente em nossos dias.
Segundo o Órgão Mundial de Saúde (OMS), raramente as doenças se manifestam nos indivíduos nos primeiros dias e, desta forma, muitos jovens não sabem que são portadores de algum tipo de enfermidade. A camisinha é o método mais eficaz no combate de transmissões sexuais, porém, muitos jovens arriscam-se em ter relações desprotegidas devido a falta de conhecimento sobre os malefícios que estas práticas podem acarretar em sua vidas. Vale ressaltar que as relações sexuais se tornaram mais acessíveis por meio de aplicativos de encontro, como o Tinder e, mesmo assim, as pessoas não se policiam em se prevenir, já que muitas vezes estão se relacionando com pessoas que até antes desconheciam.
Além disso, é nocivo a falta de suportes da área da saúde com a população brasileira. De acordo com Peter Salama, diretor-geral de preparação de resposta a emergências da OMS, ele pede que as autoridades garantam o acesso aos serviços necessários para a prevenção de doenças que crescem de forma ampla em todo o mundo. Dados da OMS mostram que a cada dia são registrados no mundo mais de um milhão de casos de doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase. É inadmissível que com o advento do crescimento da indústria farmacêutica, dos meios informacionais e entre tantos outros benefícios, este problema ainda seja tão pertinente.
Em virtude do que foi mencionado, torna-se evidente os conflitos gerados pela disseminação das doenças sexualmente transmissíveis. Por fim, urge que as responsabilidades sejam compartilhadas entre mídia, sociedade e poder público. A mídia deve implementar as propagandas publicitárias de conscientização e debates á respeito do tema com a sociedade e, com isso, as pessoas terão uma nova visão á respeito dos perigos das relações desprotegidas. Ademais, cabe ao Ministério de Saúde realizar ações que visem beneficiar, principalmente, as classes que tem menos acesso á prevenção de doenças, através de cartazes educativos sobre educação sexual, como também mais preservativos nos postos de saúde. Somente assim, será possível beneficiar a sociedade brasileira com uma saúde de qualidade e de acesso para todos.