O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/07/2019

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a expectativa de vida do brasileiro é de 76 anos. Essa idade tem relação com a aplicação de tratamentos e métodos de prevenção e combate às doenças mais comuns entre a população. Contudo, na contramão das melhorias, houve o crescimento alarmante das infecções sexuais entre os jovens.

Em princípio, porque a morte dos infectados pelo vírus da imunodeficiência adquirida, HIV, e a aparição dos sintomas, demoram mais tempo para acontecer. Com a criação de novas classes e combinações de medicamentos, os chamados antirretrovirais, foi possível reduzir a progressão do vírus no organismo. Nesse sentido, atualmente, não se vê ídolos e pessoas públicas portadoras do vírus, como Cazuza ou o sociólogo Betinho, indo aos meios de comunicação com aspecto debilitado para falar sobre riscos e danos do HIV. No entanto, essa melhor aparência, apesar de alento para os doentes, acaba passando a noção equivocada de que a Aids é uma doença crônica comum o que faz a adesão ao sexo seguro e à camisinha diminuírem muito.

Outrossim, porque há transmissão proposital das infecções sexuais. Foi detectada pelo Fantástico, em 2015, a existência de grupos nas redes sociais, dedicados a disseminar doenças sexuais. Esse tipo de operação apresenta efeito devastador para uma geração que utiliza a internet para catalisar as relações pessoais e ignora os efeitos possíveis das interações fora do ambiente virtual.

Portanto, é necessário que o governo federal, em parceria com o Ministério da Saúde, financie projetos educacionais, através de uma ampla divulgação midiática, que inclua propaganda televisivas, entrevistas em jornais e debates entre médicos e jovens. Nesse sentido o intuito de tal medida, deve ser o diagnóstico das carências informativas e a erradicação da contaminação. Ação que iniciada no presente, é capaz de modificar o futuro da sociedade brasileira.