O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/06/2019

Durante o século XVI, a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis assolava a Europa. Nessa época elas eram chamadas de doenças venéreas. Esse nome faz referência às sacerdotisas dos templos de Vênus, que exerciam a prostituição como forma de culto à deusa do amor.Na contemporaneidade, entretanto, mesmo com os avanços tecnológicos, como por exemplo, a camisinha, nota-se o aumento de DSTs entre os jovens brasileiros.São fatores que contribuem para essa problemática a inconstância das campanhas de prevenção e a falta de debates nas escolas.

Pare, pense e use camisinha.Esse slogan feito pelo governo federal foi divulgado constantemente em todas as mídias televisivas e sociais durante o carnaval de 2019.Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde distribuiu 130 milhões de camisinhas gratuitamente.Em contrapartida, apesar de serem atitudes eficazes, só são praticadas em determinada época do ano.Além disso, propagandas sobre o uso de preservativo são constantes em rádios e jornais, mídias em que os jovens não se atentam a observar.

Concomitantemente a essa dimensão,  o filósofo renomado Lev Vygotsky diz que “a escola não deve se distanciar dos aspectos sociais da vida de seus participantes”.Corrobora-se a necessidade de debates e aulas sobre prevenção, causa, e consequência das DSTs na sociedade brasileira e mundial.Contrariamente a essa lógica, como o assunto de doenças sexualmente transmissíveis envolve um dos maiores tabus da sociedade brasileira, o sexo, a maioria das escolas evitam falar sobre esse assunto e quando falam, muitos pais desaprovam essa atitude.Logo, as instituições de ensino ficam com receio de criar projetos e debates.A educação sexual no Brasil ainda não é um assunto fácil de ser discutido. Em um país de dimensão continental, não só zonas mais rurais e no interior, mas também as principais capitais enfrentam questões culturais, políticas e religiosas que interferem no esclarecimento da sexualidade.

Pela observação dos aspectos analisados, conclui-se que o Ministério da Saúde deve intensificar as campanhas de prevenção de DST’s publicando-as não apenas no carnaval, mas periodicamente.Também é necessário que as campanhas sejam divulgadas nas redes sociais, onde é o local em que os jovens mais estão atentos.Ainda, o MEC( Ministério da Educação e Cultura) deveria promover projetos e debates sobre a educação sexual e a prevenção de DST’s  nas escolas através de psicólogos, médicos, assistentes sociais junto aos pais, para deixar a população mais informada e inserir na grade curricular dos alunos  aulas de Biologia, que já trata desse assunto, como também ensinar nas aulas de sociologia, já que é um tema que afeta a sociedade.