O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 26/06/2019

Os cantores Cazuza e Freddie Mercury, conhecidos no Brasil e no mundo durante as décadas de 1980 e 1990, compartilhavam algo em comum além da música, ambos eram portadores do vírus HIV. Esses dois artistas acabaram virando símbolos da luta contra a doença, inspirando a juventude a se preservarem. Atualmente no Brasil, o número de jovens infectados por DST’s (Doenças Sexualmente Transmissíveis) tem crescido progressivamente, seja pelo não uso de preservativos, seja pela falta de campanhas de conscientização.

No que se refere ao aumento do número de casos registrados de pessoas com infecções sexuais, podemos afirmar que um dos fatores contribuintes é o desuso do preservativo, que deve ser indispensável durante uma relação, pois além de ser importante para evitar uma gravidez indesejada, é também o método mais eficaz para barrar o vírus. Entre as “desculpas” usadas pelos jovens para a não utilização do mesmo, está a diminuição do prazer, não tê-lo sempre em mãos ou até a dificuldade de ser colocado.

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram cerca de 603% em seis anos. Somado a isso, podemos dizer que a carência de campanhas de conscientização é um dos fatores que contribuem para esses registros preocupantes. Apesar de existirem alguns mecanismos utilizados para divulgar o assunto, como a distribuição de camisinhas nos postos de saúde, ou propagandas que raramente são reproduzidas nos canais de televisão, é necessário um método mais eficaz de divulgação, pois as pessoas só se previnem contra o que conhecem.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater esse mau. Assim, cabe ao governo juntamento com os Ministério da Saúde e Telecomunicações, realizar parcerias público-privada, divulgando anúncios de prevenção nas novas mídias, que são mais utilizadas pelos adolescentes, como, por exemplo, as redes sociais. Ademais, o Ministério da Educação (MEC), deve proporcionar palestras nas escolas sobre educação sexual, abrindo espaço para que os pais acompanhem os jovens durantes as discussões. Essa união de pais, alunos e escola torna o tema menos incômodo e mais fácil de ser debatido, e assim passaram a ter consciência de que o assunto é sério e é necessário ser abordado desde cedo.