O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/06/2019

O livro “Depois daquela viagem”, retrata a história da autora, Valéria Polizzi, que, mesmo com boa base educacional e familiar, contraiu o vírus do HIV aos dezesseis anos. No contexto brasileiro,a história de Valéria se repete entre milhões de jovens que, devido à ausência de uma educação sexual consistente, acabam sendo vítimas de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Assim, é notório que essa uma questão muito problemática que vem crescendo no Brasil, causando redução da qualidade de vida dos afetados, além de uma sobrecarga no sistema de saúde já fragilizado.

É importante pontuar, de início, que, apesar de vivermos em uma era caracterizada pela facilidade de acesso à informação, muitos jovens desconhecem os riscos da relação sexual sem preservativo. Essa tese pode ser confirmada pela pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo, que revelou que 73% dos entrevistados já fizeram sexo sem camisinha. Desse modo, é perceptível que a juventude não tem uma educação sexual adequada, nem no âmbito escolar, nem no contexto familiar, fato que deixa esse grupo social mais suscetível a contrair DSTs, colocando a vida deles em risco.

Nesse viés, é notório que a falta de cuidado dos jovens durante o sexo é um fator determinante para o aumento das Doenças Sexualmente Transmissíveis no Brasil. A exemplo disso, pode-se citar o surto de sífilis que ocorreu no País em 2015, que, segundo dados do Ministério da Saúde, apresentou um aumento de 170% em relação a 2010. O surto dessa doença é um reflexo da negligência das pessoas, principalmente dos jovens, quanto ao uso do preservativo durante qualquer tipo de relação sexual. Isso se deve ao fato de que, devido ao avanço da medicina no tratamento de infecções graves, como HIV, as pessoas pensam que não correm mais risco de vida, logo não precisam de preservativos, crença que acaba expondo grande parcela da sociedade ao risco de contaminação.

Portanto, tendo em vista o grande avanço das DSTs entre os jovens brasileiros, medidas devem ser tomadas. Primeiramente, é necessário que as escolas, juntamente ao Ministério da Educação, disponibilizem aos alunos aulas de educação sexual, por meio da inclusão dessa disciplina na grade curricular. Desse modo, os alunos teriam acesso adequado a informações sobre as DSTs e saberiam como se prevenir. Outra medida cabível é que Organizações Não Governamentais (ONGs), ligadas a questão sexual, promovam, por meio de palestras interativas, diálogos dos jovens com médicos e psicólogos, a fim de sanar as dúvidas sobre sexo e instruir os jovens sobre relações sexuais seguras.Caso tais medidas sejam tomadas, casos como o da jovem Valéria Polizzi não terão mais grandes avanços no Brasil.