O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/06/2019
Quando surgiram os primeiros casos de aids, a doença era conhecida como “o câncer gay”, descrita como uma enfermidade exclusiva da comunidade LGBT, como mostra o filme “The normal heart” -O coração normal, em português-, ambientado nos anos 80. Atualmente, sabe-se que aids é um vírus transmitido sexualmente para qualquer pessoa, devido à falta de proteção, independente da orientação sexual.
Embora o avanço da medicina nos tratamentos de infecções sexualmente transmissíveis -IST- tenha aumentado a expectativa de vida dos pacientes, também trouxe comodidade para aqueles que não fazem questão do uso de preservativos. De acordo com dados da Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas na População Brasileira -PCAP- em 2013, 21,6% dos jovens acreditam existir cura para a aids, isso ilustra o pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca.
Ademais, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), em 2017, foram registrados 49 mil casos de sífilis em gestantes na faixa etária de 20 à 29 anos, sendo 26,7% diagnosticadas apenas no terceiro trimestre da gravidez. No entanto, apesar de ser uma infecção fácil de se tratar, o diagnóstico tardio pode ocasionar na transmissão de mãe para filho, podendo levar o feto a óbito, consequentemente aumentando a mortalidade infantil.
Desse modo, deve-se ter em mente o quão prejudicial são as ISTs, diante dos fatos, é necessário que o Ministério da Saúde intensifique as campanhas de prevenção através dos meios de comunicação, atingindo a maior quantidade de jovens possível. Assim, possuindo informação e conhecendo os sintomas, a população pode se proteger e buscar ajuda médica para iniciar o tratamento prévio.