O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/06/2019
O filme “Bohemian Rhapsody” retrata a carreira do vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, o qual teve sua trajetória marcada pela constante luta contra os sintomas da AIDS, conhecida popularmente nos anos de 1980 como “câncer gay”. Entretanto, décadas após o surto das DSTs - Doenças Sexualmente Transmissíveis -, atualmente, no Brasil, essas enfermidades crescem continuamente, motivadas não só pela irresponsabilidade das pessoas no que tange o ato sexual seguro, como também a desinformação a respeito de seus efeitos.
Primordialmente, é necessário analisar, segundo Registros da Secretaria de Saúde, majoritariamente dos infectados são jovens entre 15 e 27 anos pelo não uso do preservativo. Essa negligência é ocasionada pelo desconhecimento dos efeitos das DSTs no cotidiano e como isso contribui para o isolamento dessas pessoas na sociedade, o que pode levar, por exemplo, a casos de depressão ou morte.
Ademais, como relata o escritor Ralph Waldo, a maior riqueza do indivíduo é a saúde. Todavia, o levantamento feito pela Uol mostra que cerca de 75% das pessoas nunca fizeram teste de HIV, o que contradiz a frase do escritor e ressalta o descuido da população quanto à própria saúde ao não fazerem uso de contraceptivos e exames regularmente.
Por fim, é mister que providências sejam tomadas para melhorar o quadro atual. Para que jovens e adultos sejam informados e alertados sobre os resultados das DSTs, urge que palestras sejam elaboradas em escolas e universidades, ministradas por agentes de saúde e infectados pelas doenças - que irão dar depoimentos sobre os efeitos dessas no cotidiano -, através de parcerias com ONGs responsáveis e postos de saúde da região. Além disso, cabe aos agentes e a Secretaria de Saúde estimular o agendamento de exames de HIV para controle da enfermidade, além de distribuir preservativos nas visitas residenciais. Desse modo, observar-se-ia a redução das DSTs entre os jovens brasileiros, a fim de evitar, portanto, fins trágicos como de Freddie Mercury em 1990.