O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/06/2019

Com um avanço tecnológico galopante desde a terceira revolução industrial, a medicina foi um dos setores mais beneficiados dessas inovações e por conseguinte, a saúde do brasileiro chegou a níveis nunca antes vistos até então. Conquanto, o aumento de DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) entre os jovens brasileiros mostra que nem todas as doenças puderam ser amenizadas e que muitas vidas ainda são colocadas em risco. Nessa perspectiva, convém analisar os entraves dessa inercial problemática, bem como subterfúgios para a resolução dos mesmos.

A educação é o principal fator no desenvolvimento de uma nação. Sendo o Brasil um dos países com maior desenvolvimento econômico, é racional pensar que a nação tupiniquim possui um sistema de ensino eficiente. No entanto a realidade é justamente o oposto e o contraste dessa assimetria é refletido no comportamento sexual dos jovens. Segundo a UNAids, órgão das Nações Unidas que lida com a doença, o número absoluto de jovens com a doença vem aumentando. Só em 2016 foram 48 mil casos novos. Fica nítido, portanto, que a desinformação à respeito de DSTs no país ainda é grande, e a falta de uma educação decente é responsável por boa parte desses novos casos.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de conversa entre os jovens e seus familiares como impulsionador do problema. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, a tão chamada sociedade pós-moderna é formada por relações sociais voláteis como líquidos e não mais sólidas como antigamente, exacerbando o individualismo e deixando de lado as relações sociais mais primitivas. Diante de tal contexto, as relações dos jovens com seus pais não é aberta o suficiente para conversas sobre temas pertinentes como sexualidade e outros tabus socialmente impostos, haja vista a forte repressão que podem sofrer de pais com uma visão conservadora. Em decorrência disso, o jovem que começa a se relacionar sexualmente fica desamparado de uma boa instrução familiar e por conseguinte a tendência a realizar erros aumenta significantemente.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser cumpridas para que os entraves vinculados a esse problema sejam solucionados. Para tanto, cabe ao Ministério da educação em conjunto com o Ministério da Saúde informar o jovem brasileiro sobre as doenças sexualmente transmissíveis através de materiais didáticos e aulas esclarecedoras que tenham como objetivo informar os riscos e os métodos preventivos das doenças. No âmbito familiar, cabe ao MEC promover palestras nas escolas envolvendo pais e filhos com o intuito de elucidar a importância do diálogo familiar à fim de evitar que mais jovens tentem sanar suas curiosidades sem devido apoio e instrução de sua família. Com essas medidas, espera-se obter uma diminuição significativa na incidência de DSTs entre os jovens.