O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 19/06/2019

São diversas as doenças sexualmente transmissíveis existentes, sendo algumas mais perigosas, outras mais predominantes, mas todas acarretam danos que se manifestam logo em seguida da contaminação ou ao longo da vida na saúde do portador. No entanto, nota-se a prevenção em nível inadequado ou até inexistente por algumas pessoas, sobretudo jovens que costumam ser inconsequentes quanto a exposição sem proteção. Desse modo, é fundamental discutir acerca dos aumentos dos índices dessas doenças na juventude e sobre de que maneira é possível inverter esse quadro.

Nos anos 80, a epidemia da AIDS e seus efeitos nos portadores causaram um grande impacto na população mundial, em um momento em que não havia remédios eficientes no controle do vírus e muito menos a cura cuja qual ainda não foi encontrada. Por meio desse fenômeno, foi reforçada naquela geração a importância do uso do preservativo, único método contraceptivo eficaz na prevenção das DSTs. Recentemente, entretanto, por não terem vivenciado uma epidemia devastadora como aquela, os jovens de hoje em dia não protegem como deviam, o que contribui para o aumento dessas infecções.       No Brasil, houve 48 mil novos casos de AIDS de acordo com a UNAids, órgão da Organização das Nações Unidas. Em contrapartida, o governo federal, através do Sistema Único de Saúde (SUS), amplia a distribuição gratuita de camisinhas e as campanhas de conscientização acerca dos riscos das DST’s e de como se prevenir. Tal fato contraditório urge medidas mais incisivas para mudar esse comportamento que promove efeitos na saúde do indivíduo, além de onerar o Estado com o tratamento dos doentes.

Portanto, é importante combater esse problema amplamente por intermédio de uma atuação governamental mais agressiva. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, além de divulgar a importância da utilização do preservativo em relações sexuais, elucidar os reais impactos ao portador de DST, através de depoimentos e simulações com atores de casos verídicos – da mesma forma cuja é feita as propagandas referentes a Lei Seca-, com intuito de causar comoção no interlocutor e, dessa forma, induzi-lo a refletir sobre sua forma de agir.