O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/06/2019
Muito se tem discutido sobre o aumento das DSTs ( doenças sexualmente transmissíveis ), como HIV, HPV, gonorreia, sífilis, herpes e muitas outras, principalmente entre os jovens brasileiros. Vê-se que a camisinha vem sendo deixada de lado, e mesmo com os avanços científicos e informacionais, em que os jovens estão sempre antenados com as notícias de forma rápida e segura, eles deixam de lado esses problemas individuais e de saúde pública. Desse modo, sem os devidos cuidados e sem se protegerem, ficam mais propícios a adquirirem essas doenças.
Nesse viés, nota-se que muitas são as causas do aumento das DSTs entre os jovens brasileiros, pode-se citar a falta de conhecimento básico sobre os riscos do sexo sem proteção, o tabu social, o medo de fazer o exame e o uso de álcool e drogas, que abala o psicológico do indivíduo. Dessa forma, vê-se que que muitos acham que se pedir para o parceiro usar um preservativo vai está suspeitando da pessoa, o que não é verdade, o jovem deve se preocupar primeiramente com a sua saúde e com a sua proteção. Segundo o UOL cerca de 43,4% dos jovens não se protegeu durante o sexo casual em 2013, o que é consideravelmente uma porcentagem elevada.
Dessa forma, muitas são as consequências de uma ação imprópria e indevida, como danos físicos; perda de qualidade de vida; preconceito e o aumento de gastos públicos; além do fato de quase todas as DSTs serem pelo resto da vida, algumas vezes pode ocasionar até mesmo a morte, como a AIDs. Consequentemente, nota-se a negligência do governo (com destaque para o Ministério da saúde), que não investiu em campanhas de conscientização; das famílias, as quais não instruíram, não dialogaram sobre o assunto e também as escolas, as quais são responsáveis por ensinar sobre as doenças sexuais, quais as consequências e como se prevenir.
Portanto, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Compete ao Ministério da Saúde o investimento de campanhas midiáticas, feitas por pessoas qualificadas, voltadas ao público jovem sobre a importância do uso do preservativo durante o sexo, de forma que enfatize as possíveis consequências de não usar esse método. Outra medida plausível, caberia ao Ministério da Educação, de modo que incluísse na grade curricular aulas de educação sexual, feitas por profissionais capacitados e que tenha como base as DSTs, quais os métodos de prevenção e quais as possíveis consequências do sexo sem camisinha, com a finalidade de esclarecer todas as dúvidas dos alunos.