O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/06/2019

Razão Einsteniana

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco a sociedade muda.” Segundo esse viés filosófico do pedagogo Paulo Freire, é notório, que em relação ao aumento de DSTs entre os jovens brasileiros, reside a ausência de processos educacionais eficazes para com a população. Outrossim, tanto a carência de conhecimentos sobre as doenças e suas maneiras de precaução quanto a inoperância governamental ratificam a persistência da problemática. Diante disso, é necessário analisar as motivações bem como propor saídas para dissolver esse mal.

Vale destacar, de início, que uma das principais molas desse imbróglio é a falta de informações recebidas pelos jovens, haja vista, que, segundo Gilberto Dimenstein, em sua obra O Cidadão De Papel, o comportamento manifestado por um individuo é consequência das trajetórias socioeducacionais vividas por ele durante a infância. Desse modo, os infantes devem receber dados e instruções sobre como precaver à contração de DSTs, nas escolas, para que cresçam informados sobre a importância de se prevenir.

Ademais, impende salientar, também, que outra razão para a existência desse cenário é a carência de campanhas publicitarias governamentais, rompendo o Contrato Social proposto por Rousseau, visto que o Estado possui o dever da harmonia social. Dessa maneira, os órgãos estatais deviam realizar estudos de markenting sobre como se dirigir da melhor maneira ao público alvo mais afetado pela contaminação dessas doenças, para que, assim, a população se conscientize acerca de como é maléfico p contraste social, psicológico e físico depois da infecção e seu tratamento.

Dessa forma, para que esse cenário seja alterado, é fulcral um comprometimento coletivo. Logo, é preciso que o Estado, por meio do MEC, introduza na matriz comum curricular, noções de prevenção à contração das DSTs, de modo que a população tenha em mente conhecimentos suficientes para evitar a contaminação e a propagação dessas doenças. Convém, também, a necessidade de que o Poder Público, através de suas instituições, crie campanhas publicitarias, a fim de que a sociedade possa ter convicção do trauma que é adquirir essas infecções, dessa maneira, haverá um maior cuidado com a proteção contra a inficionação, amenizando o número de casos entre os brasileiros. Essas ações devem ser imediatas, visto que, há a obrigação de mudança, afinal, como afirmou Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.”