O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 05/07/2019

Na Idade Média, uma terrível doença sexualmente transmissível (DST), a sífilis, acometeu inúmeras pessoas das mais variadas camadas sociais - burguesia, nobreza e clero. Nesse contexto, devido a rápida propagação dessa moléstia, muitos medievos vieram à óbito, o que revela muito sobre os hábitos sexuais daquela época. Analogamente, na contemporaneidade brasileira, as DSTs ainda se configuram como um problema, principalmente entre os jovens, o qual tem aumentado e vitimizado brasileiros que não se protegem em suas relações sexuais. Sendo assim, dentre as principais questões relacionadas ao tema, têm-se: a falta de mentalização e a carência de medidas públicas . Desse modo, são necessárias medidas que culminem com o crescimento dessas doenças na juventude do Brasil.

Em primeira análise, destaca-se a falta de conscientização entre os jovens. A juventude brasileira atual é mais liberal, sobre temas que envolvem o sexo, em relação aos jovens do século passado, que não possuíam tantos instrumentos de tecnologia a sua disposição. De acordo com o sociólogo brasileiro Alexandre Grangeiro, “essa é a geração que mais se expõe”, isso porque, por meio da internet, sobretudo, ela é exposta a vários conteúdos de diferentes temáticas. Todavia, apesar dessa exposição, os jovens ainda carecem de mentalização sobre a proteção nas relações sexuais, basicamente, por causa da ausência dos pais, no que diz respeito a abordagem dessa temática. Dessa maneira o aumento de DSTs é inevitável, pois, ao passo que não há conhecimento sobre os métodos de prevenção, ocorre o crescimento do número de jovens acometidos por elas.

Em segunda análise, lembra-se acerca da falta de medidas públicas. Nessa perspectiva, remonta-se ao início do período republicano no Brasil, no qual o médico sanitarista Oswaldo Cruz organizou campanhas de saneamento e ações que combateram, na época, DSTs como a sífilis. Entretanto, hodiernamente, há uma falta de mobilização geral por parte dos setores sociais. Nesse sentido, a sociedade não demonstra apoio à prevenção dos jovens e o setor público, apesar de certa participação, não garante o fim dessa mazela. Assim, com a falta de planos de atuação, as DSTs vitimizam cada vez mais a juventude brasileira.

Logo, alternativas são requeridas para essa problemática.Os pais precisam dialogar sobre prevenção sexual com os filhos.Dessarte, é preciso que eles abordem o tema “DSTs”, por meio de estatísticas e acompanhando os seus filhos a especialistas que entendam melhor sobre o tema, a fim de não se encontrarem omissos acerca do assunto e prevenir um possível contágio de seus filhos.Ademais, as autoridades municipais devem promover campanhas que abordem o tema, por meio de palestras e passeatas, com o fito de provocar mudança social e, assim, diminuir a ocorrência desse mal.