O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/06/2019

Durante a colonização, no século XVI, as epidemias se expandiram de uma forma incontrolável, muitas dessas foram trazidas pelos europeus, inclusive doenças sexualmente transmissíveis e, acabaram por dizimar populações. No entanto, muitos anos depois, problemas com doenças permanecem, como no aumento da taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) em jovens. Dessa forma, percebe-se que esse problema possui raízes amargas neste país, seja pela falta de diálogo familiar, seja pela omissão do Poder Público quanto ao cumprimento da Constituição.

Inicialmente, é indubitável que a falta de diálogo entre as famílias esteja entre as principais causas do aumento dos casos de DSTs entre os jovens do Brasil. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o ser humano é uma tábula rasa, ou seja, vai construindo seus conhecimentos a partir do diálogo familiar e do processo de socialização. Destarte, depreende-se que a ausência de conversas é prejudicial, pois o jovem não tem a instrução necessária sobre o seu corpo, relações sexuais e sobre como prevenir as DSTs, já que segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação, cerca de 50% dos jovens com as doenças não possuiam relação de diálogo familiar. Dessa maneira, é inadmissível que a família não participe do desenvolvimento e instrução dos filhos.

Além disso, toma-se a omissão do Poder Público no cumprimento da Constituição Federal como impulsionadora da problemática em questão. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Estado investe menos de 10% das verbas em campanhas contra a expansão das DSTs, muito menos que o necessário, pois a lei constitucional de 1988 que garante o direito à saúde não é efetivada, já que os interesses socioeconômicos de alguns setores do Estado fazem com que ele desvie as verbas destinadas à saúde para benefício próprio. Sendo assim, faltam projetos que atuem como ação social, visando combater o impasse entre os jovens. Em síntese, é inaceitável que o Poder Público não invista na saúde mesmo com os altos tributos pagos pela população.

Portanto, diante do exposto, nota-se que o problema requer medidas efetivas para ser amenizado. Assim, o Ministério da Educação deve implementar campanhas que reúnam pais, jovens e adultos, por meio de apresentações e palestras nas escolas, praças e trabalhos com materiais e discussões sobre os perigos das DSTs e a importância do diálogo, aumentando os subsídios que aplica nessas ações sociais e no controle do cumprimento das leis de investimento na saúde, como forma de diminuir os índices dessas doenças entre os jovens e oferecer consultas, tratamento e orientação por profissionais da saúde aos portadores e jovens em geral. Espera-se, com isso, assegurar a transformação do Brasil em uma sociedade justa e igualitária.