O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/06/2019

De acordo com o princípio químico de Le Chantelier, uma solução equilibrada tende a fazer o possível para reverter as perturbações adicionadas a ela e, desse modo, voltar a seu estado de equilíbrio. Assim como no exemplo, na atual realidade brasileira, os jovens convivem com um grande empecilho para se ter uma vida saudável, as DST’s, oriundas da banalização de seus malefícios pelos mesmos. Diante disso, cabe analisar as causas, consequências e possíveis soluções para o problema que perturba os adolescentes do século XXI.

Em primeiro plano, vale ressaltar o porquê dos gradativos casos de doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes. Mesmo com a ajuda dos órgãos responsáveis, como a disponibilização de preservativos gratuitos em grande parte dos postos de saúde do país, os jovens não se preocupam o suficiente para evitar a contaminação de AIDS, sífilis, gonorreia, entre outros. Fato este se comprova com as pequisas do Organização Mundial da Saúde, no qual, em 2018, o número de aidéticos a cada 100 habitantes cresceu em 3, com relação ao ano anterior. Ademais, o Estado só reforça as campanhas preventivas, como propagandas e palestras, em épocas de maior chance de transmissão, como no carnaval. Assim, é necessário uma revisão nas ações governamentais referentes à propagação das DST’s.

Por conseguinte, o cotidiano dos jovens é totalmente abalado quando se convive com a doença. A Aids, por exemplo, por ser uma doença que não apresenta tratamento e compromete o sistema imunológico do portador, propicia o aparecimento de outras mais graves, o que pode levá-lo a óbito.  O cantor Renato Russo, a título de exemplo, apresentava a doença e faleceu, em 1996, devido a uma infecção pulmonar. Além de afetar fisicamente, essas patologias impedem o adolescente de realizar normalmente suas atividades que envolvem outras pessoas. O Fato é representado no seriado espanhol “elite”, no qual a protagonista soropositiva de 17 anos, Marina, não pode ter relações sexuais como seus amigos e nem compartilhar objetos com ninguém.

Diante dos fatos citados, urge que os responsáveis ajam urgentemente para a diminuição do grave problema. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, junto ao MEC, informem os jovens, através de palestras regulares nas escolas públicas e privadas de ensino médio, sobre a prevenção das DST’s e a importância do uso de preservativos, com o intuito de prevenir sua propagação entre os adolescentes. Não só isso, o Ministério da Saúde deve intensificar, durante todo o ano, a transmissão de programas de combate a essas patologias, para que, desse modo, os jovens possam erradicar essa perturbação que compromete seu estado de equilíbrio físico, mental e social.