O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 14/06/2019
No século passado, a Aids assolou a humanidade, essa doença desconhecida inicialmente acometia apenas homossexuais, depois foram registrados casos em heterossexuais e até crianças. No séc. XXI não só a AIDS, mas também muitas outras doenças sexualmente transmissíveis assolam sobretudo os jovens, é o que indica o Centro de Controle de Doenças Norte americano. Nesse contexto, o aumento das DST’s no Brasil possuí raiz na falta de uma educação sexual nas escolas e na falta de informação. Sob o primeiro viés, as escolas brasileiras não possuem uma disciplina voltada para educação sexual de jovens, isso se reflete num alto número de jovens com doenças sexualmente transmissíveis, é o que aponta uma matéria vinculada à revista Saúde, da editora Abril. Segundo ela, os jovens brasileiros desconhecem os perigos das DSTs e mais da metade dos entrevistados afirmaram que se recusam a usar preservativo por “tirar o prazer” o que demonstra pouca preocupação com os benefícios e sugere indícios de desinformação quanto ao real valor do preservativo. Sendo assim, é um problema grave a juventude não temer doenças perigosas por culpa de pensamentos leigos que deveriam ser desenvolvido nas escolas.
Além disso, segundo matéria vinculada ao portal UOL o grupo mais afetado por doenças transmitidas sexualmente - com idades entre 16 e 29 anos - 1/5 dos entrevistados afirmou que AIDS tem cura. Esse dado se mostra assustador pois evidência a falta de informação da população. Essa desinformação precisa ser combatida o mais rápido possível tendo em vista, que isso é um problema porque sem conhecimento adequado os índices de contaminação não vão parar de crescer.
Fica claro, portanto, que são necessárias mudanças nas políticas públicas do combate à DST’s e nas políticas de prevenção. Para tal feito é necessário que o Estado adicione uma disciplina à grade curricular do ensino médio voltada exclusivamente para educação sexual dos mais novos, essa disciplina poderia usar seminários, palestras e atividades que envolvam os estudantes para que eles entendam os perigos e as formas de prevenção com o objetivo de ter uma vida sexual saudável e com isso, a médio prazo possam reduzir os índices de contaminação de HIV e afins. Além disso, o Estado em parcerias com ONG’s devem investir em campanhas publicitárias para levar informações reais aos jovens e adultos que não estão mais nas escolas e estão vulneráveis, essas campanhas publicitárias devem abranger radio, tv e a internet utilizando canais como o Youtube e Facebook com o intuito de alcançar o máximo possível de pessoas, a fim de reduzir através do conhecimento os casos de AIDS, Herpes e etc. Tomadas essas medidas, os problemas citados podem ser solucionados.