O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/08/2019
Especialmente nos anos 80, quando surtos de AIDS se espalharam pelo mundo, afetando, inclusive, cantores e atores de Hollywood, o problema ganhou mais espaço nas discussões. Atualmente, muitas DSTs já possuem cura ou tratamento, no entanto, ainda é um empecilho crescente na sociedade brasileira, principalmente entre jovens, que banalizam o assunto ou não possuem informação.
Em primeiro plano, faz-se importante destacar que a trivialização do tema é um dos principais paradigmas nesse contexto. O livro “A amarga herança de Leo” retrata a realidade de adolescentes com DSTs nos anos 80, quando não havia tratamento, portanto, era motivo de medo e vergonha para quem contraía. Com o avanço da ciência e o acesso mais democrático aos tratamentos, jovens passaram a deixar o medo de lado, banalizando o assunto, o que, para o Ministério da Saúde, pode explicar o aumento de casos entre pessoas de 15 a 25 anos.
Além disso, nota-se ainda, que a falta de uma educação sexual entre os menores torna o assunto ainda mais delicado. Isso acontece devido ao modelo pedagógico ainda ser muito conservador, com profissionais que muitas vezes não recebem instruções para lidar com o assunto, tornando-o um tabu. Acresça-se que a família, em sua maioria, não aborda o tema de forma instrutiva em casa, logo, por vezes, a única fonte de informação é a internet ou os amigos. O resultado disso, é uma geração de adolescentes que ignora a importância do uso de preservativo, ou, muitas vezes, sequer sabe como usá-los, sendo necessário lidar com consequências posteriores.
Torna-se evidente, portanto, que o assunto merece mais atenção das autoridades. Em razão disso, o Ministério da Educação deve tornar obrigatória a educação sexual nas escolas, fazendo parcerias com o Ministério da Saúde para que realizem palestras e dinâmicas educacionais, ministradas por profissionais da saúde para os alunos. Dessa forma, pouco a pouco a conscientização será feita e o problema diminuirá gradualmente.