O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/06/2019
A AIDS - Síndrome da imunodeficiência adquirida, fez milhares de vítimas no século passado, porém com a descoberta do coquetel anti-retroviral no fim da década de 1990, a doença letal foi controlada e a qualidade de vida aumentou bastante a ponto de o portador do vírus viver normalmente na sociedade. Nesse contexto, o medo das DST’s no geral se banalizou e o número de infectados no Brasil aumenta a cada ano, dentre as principais causas desse aumento estão a falta de uma educação sexual nas escolas e a banalização do medo das doenças sexualmente transmissíveis.
Sob o primeiro viés, as escolas brasileiras não possuem disciplinas dedicadas à educação sexual dos jovens, que segundo a OMS - Organização Mundial da Saúde - são o grupo mais acometido por DST’s, ensinar sobre os perigos de relações desprotegidas deveria ser papel da escola, tendo em vista, que o assunto sexo é um tabú dentro das famílias. Prova disso, são dados vinculados ao G1 que apontam que mais da metade da população brasileira não conversa sobre sexo com os pais.
Alem disso, os jovens de hoje não viveram o pânico da AIDS em sua descoberta, a geração atual não perdeu ídolos como Fredie Mercury ou Cazuza para o HIV, isso fez com que o perigo e consequente o medo fossem esquecidos pela população e enfermidades muito perigosas caíram na banalização. É o que aponta pesquisa do UOL em que cerca de 1/5 dos entrevistados acreditam que exista cura para o HIV, além dos casos que aumentam a cada ano por cerca de 3/5 dos entrevistados não usarem preservativo.
Fica claro, portanto, que são necessárias mudanças nas políticas públicas de educação sexual nas escolas. Para tal feito, é preciso que o Estado adicione à grade curricular do ensino médio uma disciplina voltada exclusivamente para a educação sexual dos jovens e adolescentes, para que os jovens se informem de forma confiável sobre as doenças sexualmente transmissíveis e desconstruam o tabú de falar sobre sexo em família, essa matéria poderia utilizar de seminários e rodas de conversa com dinâmicas que envolvam os estudantes. Com isso, a curto/médio prazo os casos de jovens infectados por DST’s diminuirão e, a longo prazo, os jovens de hoje, adultos de amanhã, poderão acompanhar seus filhos e instruí-los junto às escolas sobre os perigos do HIV e afins. Tomada essa medida, os problemas citados podem ser solucionados.