O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/06/2019

O filme Filadélfia, de 1993, retrata a história do advogado Andrew, que ao descobrirem-no aidético o demitem. Felizmente, hodiernamente tal preconceito referente à doenças venéreas  minorou. Porém, o medo de ser contaminado diminuiu e o uso de preservativos foi banalizado, o que figurou no aumento de jovens brasileiros com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Percebe-se,pois, falta de informação - tão facilmente articulada na era digital- como causa de um grave problema de saúde pública.

Primeiramente, muitos jovens desconhecem as reais consequências da relação sexual desprotegida - dirigindo seus cuidados apenas para os ante concepcionais. A desinformação começa na micro-sociedade família a qual, achando o assunto indevido, evita falar sobre sexualidade. Em soma, o Governo não consegue alcançar o público alvo ao utilizar métodos ineficazes, como cartilhas educativas para essa faixa etária. Todos esses aspectos são clarificados na taxa de 6 jovens em 10 , entre 15 e 24 anos, que não utilizaram camisinhas em suas relações no ano de 2017, conforme aponta a Pesquisa de Conhecimentos Atitudes e Práticas na População.

Por conseguinte, já contaminado, o indivíduo sofre com danos físicos- sexuais e reprodutivos- e danos psicológicos. O atendimento deste é previsto no artigo 196º da Carta Magna do Brasil, que imputa ao estado o tratamento de saúde universal e igualitário. Entretanto, com o crescente número de jovens infectados, o Sistema Único de Saúde já fragilizado, é sobrecarregado e não consegue sanar a demanda de atendimentos. O que faz valer , novamente, o dito popular: é melhor prevenir do que remediar.

Dessa forma, para que a propagação das IST’s seja minorada entre a juventude brasileira, o Ministério da Saúde, em parceria com criadores de conteúdo e mídias tradicionais, deve promover a circulação de postagens informativas nas redes sociais e vídeos sobre o assunto, mostrando as nefastas consequências do descuido, atingindo assim jovens e seus familiares responsáveis. Paralelamente, o Ministério da Educação deve informar os alunos -com conteúdo adequado a idade do menor- na educação básica e ensino médio, por meio de palestras educativas.