O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/06/2019
É incontestável que o sexo é uma das formas mais prazerosas do ser humano se relacionar. Além de proporcionar prazer, o ato sexual também ajuda a combater o estresse e melhora a autoestima. No entanto, engana-se quem acredita que fazer amor não tem riscos e, nesse sentido, o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os jovens brasileiros tem ganhando destaque como tema atual. Assim, em uma época em que falar de sexo com os pais ainda é um tabu e negligenciar o sexo seguro virou moda, convém discutir as causas e consequências dessa problemática.
É válido ressaltar, em primeiro plano, que o aumento das DSTs na comunidade jovem está diretamente relacionado com a falta de proteção na “hora H”. Segundo dados do site Uol Notícias de 2017, apenas quatro em dez jovens com idades entre 15 e 24 anos faziam uso de preservativos nos relacionamentos casuais, fato que demonstra a negligencia e o desconhecimento dos reais perigos de se contrair as DSTs. Embora o governo federal tem feito sua parte na sociedade com a tentativa de conscientização ao uso dos preservativos e distribuição desses itens de maneira gratuita, a utilização dos mesmos ainda é um entrave no meio juvenil.
Em segundo plano, e de forma paralela, é possível notar em muitas culturas um certo tabu entre os pais no que tange a conversa aberta e clara em relação ao sexo com os filhos. Situação essa, que não contribui para a prevenção de doenças, nem esclarece os objetivos do uso das “camisinhas”, mas, de maneira similar à tratada anteriormente, negligencia o sexo seguro e abre portas para a entrada das DSTs. Nesse contexto, a conversa entre pais e filhos sobre a união carnal de corpos se demonstra necessária para correção do problema, pois, como dizia Paulo Freira, “o diálogo cria base para a colaboração”.
Portanto, é evidente que o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros está diretamente relacionado com a prática sexual não segura e requer intervenções. Destarte, o ministério da saúde deve instruir os pais e os jovens a respeito dos perigos das DSTs através de palestras nas escolas, empresas e mídias sociais, com o intuito de sensibilizar a população ao uso dos preservativos, além de garantir assistência em caso de contração de doenças. Ademais, urge aos pais a quebra do tabu e o diálogo com os filhos de maneira clara e objetiva, a fim de auxiliar na erradicação do problema. Dessa forma, com a ação conjunta do estado e da família, a união carnal dos indivíduos proporcionaria prazer e autoestima de maneira saudável e segura.