O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/06/2019

Entre 2010 e 2019 houve um grande crescimento de diagnósticos de DSTs(doenças sexualmente transmissíveis), como sífilis, gonorréia, clamídia e AIDS, principalmente em jovens de faixa etária entre 20 a 29 anos de idade, independentemente da condição financeira.

Esse cenário é causado pela falta de uso de preservativos e outros métodos de prevenção, o que por sua vez é consequência da desinformação, seja por causa da religião ou porque  escolas e famílias não tratam o assunto com jovens e pela falta de campanhas publicitárias as quais informem o jovem sobre métodos de prevenção dessas doenças.

A mudança cultural é outra causa do aumento de diagnósticos de DSTs, pois houve uma banalização do ato sexual entre os jovens, nos últimos anos, e apesar de possuírem acesso a informações sobre o assunto, são desinformados na questão da prevenção de DSTs , simplesmente porque a maioria das pessoas não tratam essa questão com os jovens. Além disso o fácil acesso a medicamentos faz com que haja a perca do medo da contaminação dessas doenças, tanto que em 2013, segundo a Pcap, 21,6% dos jovens pensavam que existia uma cura para AIDS, a qual ainda se desconhece um tratamento para de fato curar a doença.

Diante desse contexto, uma solução possível e muito eficiente seria de o MEC promover entre as escolas, educação sexual para estudantes do fundamental 2 e ensino médio, além disso, deve haver publicidade constante com diferentes linguagens, ampliando o alcance etário para 12 a 25 anos de idade, por parte da mídia, o Ministério da Saúde deve disponibilizar preservativos em locais públicos, e também deve-se haver uma política de informação sobre métodos de prevenção de DSTs nas redes sociais.