O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 03/06/2019

No século XVI, na Europa, ocorreu a primeira epidemia de IST, que trazia consigo a sífilis, ainda presente depois de 500 anos. Com isso, o problema com as doenças sexualmente transmissíveis não é do quesito atual, mas agrava cada dia mais na contemporaneidade entre os jovens, pelo fato de não utilizarem preservativos por não terem medo das enfermidades, que se torna o maior empecilho. Isso é gerado por conta da facilidade em acesso a medicamentos, juntamente da banalização dos males, e o déficit de campanhas que se dirijam aos adolescentes e que apresentem todas as DSTs.

De maneira análoga, a doença da AIDS, de maior conhecimento geral, foi descoberta em 1981, considerada uma patologia do meio homossexual. Em contrapartida, a doença foi sendo transmitida para toda a população. Em 1987 foi aprovado o AZT, primeira droga contra o vírus. Já em 1995, o controle e variedade de medicamentos desenvolvidos fez com que os índices preocupantes caíssem consideravelmente. Todavia, da mesma forma que a criação dos remédios tenha sido uma grande evolução, o mesmo faz com que, atualmente, o número de casos aumente no campo dos jovens. A única preocupação entre eles é de engravidar, já que há tratamento, mas por haver outros métodos contraceptivos que não a camisinha, as relações sem o uso faz com que, somente em 2016, tenha sido registrado mais de 48 mil casos de HIV, conforme a UNAids. Contudo, a ausência de preocupação com as enfermidades pode levar a esterilidade e inflamações no útero, que podem levar a morte, se não diagnosticada e tratada de maneira correta.

Outrossim, a divulgação de campanhas que conscientizam sobre o assunto são circuladas somente no período de Carnaval, que dão indícios de que as DSTs só são repassadas nessa época do ano. Além do mais, as publicidades são direcionadas somente ao público adulto, isso faz com que os jovens, que iniciam vida sexual com 12 anos, não se identifiquem com o que é falado. Esses impasses são uns dos influenciadores para o aumento de 603% da sífilis em 2014 no estado de São Paulo, segundo o Bem-Estar, e 75% dos iniciantes da vida sexual nunca tenham feito teste de HIV, de acordo com Pcap 2013.

Indubitavelmente, medidas são necessárias para amenizar o impasse, entretanto, não haverá melhoras se caso a mídia, juntamente da CONAR, não desenvolverem campanhas que demonstrem que mesmo com tratamento as consequências geradas pelas doenças são de grande risco. Além do mais, é de extrema importância que o público alvo das publicidades seja principalmente as pessoas entre 12 e 25 anos, faixa em que a contaminação vem aumentando. Ademais, o Ministério da Educação deve incluir na grade curricular das escolas a educação sexual, para que ensine aos jovens sobre todas as doenças, não só a AIDS, e incentive o uso de preservativo e realização de testes de HIV.