O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/06/2019

Curtição. Aceitação social. Novas experiências. Essas são características que ainda retratam os jovens brasileiros, nos quais estes recorrem, muitas vezes, a atos danosos a sua saúde e aos demais. Embora nos últimos anos estava controlado, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis - DSTs voltou a crescer entre este grupo no Brasil. Deve-se isso a falta de informações e a discriminação presente no país.

A conjuntura social é um fator determinante para a ocorrência de casos de DSTs entre estes indivíduos. Embora o Ministério da Saúde tenha distribuído 465 milhões de preservativos em 2015, a ignorância nesse tema entre a juventude brasileira é um fato ainda pertinente, o que corrobora para o aumento de diversas doenças sexuais nesse grupo. Percebe-se isso de acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira - PCAP em 2013, no qual 43,6% dos jovens pesquisados não tinham se protegido durante sexo casual no mesmo ano. Isso significa que os esforços do Governo Federal não estão sendo direcionados para o problema, uma vez que mais jovens estão banalizando o uso de preservativos em função da falta de esclarecimento e de mitos sobre o tema.

Além disso, sendo o pertencimento social um imperativo para o prosseguimento de uma vida saudável entre esse grupo, é comum que estes hajam em função do que foi pré estabelecido como normal em detrimento do seguro e inofensível. Logo, o preconceito enraizado nesta fase de idade é um obstáculo para a procura de um tratamento de qualidade e com maiores chances de sucesso. Segundo a mesmo estudo da Pcap, 74,8% dos pesquisados nunca fizeram um teste de HIV na vida, o que demonstra um receio da juventude em tratar-se corretamente diante da discriminação presente na sociedade brasileira.

Diante da problemática apresentada, é preciso que o Ministério da Educação organize discussões em relação ao assunto em instituições educativas com fim de erradicar mitos e suprir esta falta de informação ainda presente nos jovens brasileiros. Além disso, é necessário uma distribuição de preservativos, por parte do Ministério da Saúde, em regiões onde o acesso a informação é precário. Por meio da mobilização da sociedade, mediante manifestações, em relação a estas medidas, a redução de casos referente a DSTs nesse grupo será uma realidade, assim levará a uma juventude saudável e justa.