O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/06/2019
Em meados do século ll a.c os romanos começaram a utilizar envoltórios - produzidos a partir de intestinos de cordeiro e bexiga de cabra - para se protegerem das doenças sexualmente transmissíveis. Hodiernamente, embora existam métodos mais sofisticados de prevenção e tratamento, o número de dst’s cresce, sobretudo, entre jovens. Nesse sentido, é importante analisar a mudança no comportamento sexual da juventude, bem como a negligência do poder público como principais fatores que maximizam a incidência dessas moléstias, a fim de promover medidas eficazes que melhorem a qualidade de vida da sociedade.
É indubitável, de fato, que o jovens mudaram seu comportamento sexual e em grande parte das vezes essas transformações vieram acompanhadas com o desleixo a saúde. No Brasil, de acordo com pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde, os jovens tem convicção de que o uso de preservativos é a melhor opção para a prevenção contra doenças, porém, 6 em cada 10 adolescentes afirmam que não usaram preservativo na última relação. A partir disso, não é raro ver o aumento de dst’s como HIV, sífilis e clamídia, por exemplo, que além de sobrecarregar o sistema público de saúde, minimiza a expectativa de vida da população.
Outrossim, a negligência do poder público corrobora para ampliar o problema. Isso se dá, principalmente, na medida em que o governo nem sempre cobra das instituições de ensino, a existência de aulas especializadas em educação sexual, o que contribui com a propagação de ideias preconceituosas à respeito dos métodos preventivos, como por exemplo, que o uso da camisinha reduz o prazer, remetendo assim o pensamento do filósofo iluminista Voltáire, de que o preconceito é a opinião sem conhecimento. É válido mencionar ainda, que o governo intensifica o número de campanhas, principalmente em épocas específicas - carnaval - levando as pessoas a se atentarem à respeito da prevenção, somente nessa data, o que deixa claro a urgência de politicas públicas mais eficazes.
Portanto, é mister que o estado tome providências para superar o impasse atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que enfatize a importância do sexo seguro - deixando claro a importância do uso de preservativo em qualquer modalidade das relações sexuais- alertando as pessoas sobre as consequências que vão além da gravidez indesejada. É importante ainda, que o governo torne obrigatório na grade curricular o ensino sobre educação sexual. Somente assim sera possível minimizar o contágio com dst’s e promover o bem estar social.