O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 07/06/2019
O livro Estação Carandiru - 1999, do médico Drauzio Varella, diz respeito ao seu trabalho de prevenção a DSTs nas penitenciárias do Brasil. Ele afirma que, há desafios limitantes na tentativa de controle das doenças vindo dos próprios contaminados, um problema que ainda é presente no Brasil, mas não apenas nas penitenciárias. Cabe acentuar que temas relacionados ao sexo sempre foram um tabu no Brasil e a esperança dada ao avanço científico se torna justificativa para a banalização desse assunto.
A priori, vale destacar o empecilho causado pela resistência da população. De acordo com a revista Saúde, os tabus do sexo fazem mal à saúde, pois impedem a discussão sobre esse tema, principalmente entre os jovens, que são as principais vítimas da propagação das DSTs. Dessa forma, tanto a prevenção da contaminação, quanto a confiança de procurar ajuda são colocadas em xeque, aumentando, gradativamente a incidência dessas doenças.
Outrossim, é imperativo pontuar que o avanço científico cria uma zona de conforto, pois origina a utopia de que tudo pode ser remediado. De acordo com a médica especialista Cláudia Jacyntho, a facilidade de fazer exames e o baixo custo de tratamento contribuem para o aumento de DSTs. Contudo, o que muitas pessoas não imaginam é a dificuldade que há em conviver com doenças, que podem ser incuráveis -e poderiam ser evitadas- pode gerar, como ter que passar toda a vida tomando medicamentos, tornando-se dependentes destes.
Destarte, são necessárias medidas que atenuem a propagação de DSTs entre os jovens no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde promover palestras para estudantes e pais sobre sexo e a prevenção de doenças, além de os direcionar para o que deve ser feito, caso já sejam portadores. Assim, a comunicação entre escola, pais e alunos permite uma discussão aberta e eficaz sobre DSTs. Ademais, o Governo Federal pode promover campanhas através das redes sociais que influenciem o uso do preservativo, explicando que, apesar dos avanços medicinais, cabe que cada um seja responsável pela própria saúde.