O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 03/06/2019
Até o final do século xx no Brasil, as famílias eram, comumente, compostas por um elevado número de filhos, os quais eram considerados sinônimos de mão de obra, devido ao cenário socioeconômico em que a economia brasileira era voltada para a produção agrícola, o que fazia com que o trabalho braçal fosse muito frequente. Contudo, o avanço tecnológico dali em diante, mudou o planejamento familiar das famílias e consequentemente, a quantidade de filhos, a qual diminuiu com a chegada das pílulas anticoncepcionais e com o DIU, instrumento um pouco mais invasivo, também utilizado pelas mulheres como uma alternativa para não engravidarem. Apesar da trcnologia e da globalização terem corroborado para a diminuição da taxa de natalidade em 1950, atualmente, a população jovem brasileira passou a se descuidar em relação às DSTs, (Doenças Sexualmente Transmissíveis) pois o número de pessoas infectadas aumentou: de acordo com a Unaids, Órgão das Nações Unidas, somente em 2016, foram 48 mil novos casos de aids registrado no país, devido ao desuso dos preservativos. Por conseguinte, é necessário que novas atitudes sejam adotadas pela população e pelo Governo Federal, para que o número de casos de DSTs volte a entrar em declínio.
Primeiramente, pode-se citar a ausência do medo de adquirir uma gravidez indesejada, por parte da mãe, e a falta de preocupação da população em contrair DSTs como aids e sífilis por exemplo, como os principais motivos da questão abordada, pois como não há total convicção e conhecimento básico sobre essas doenças, a maioria das pessoas criam a falsa ilusão de que nunca irão adquirir a doença, o que nem sempre corresponde com a realidade, já que as medidas necessarias para isso, não são adotadas como deveriam. Além disso, as evoluções tecnológicas facilitaram o tratamento e o acesso à informação, o que resultou em uma dificuldade da população em analisá-las e filtrá-las para absorver somente o que é mais importante. Assim, a população tornou-se mais alienada e fácil de ser manipulada, por isso, o papel das mídias digitais de fazerem campanhas publicitárias sobre o tema e dos postos de saúde de distribuírem gratuitamente os preservativos, não surtiu o efeito esperado.
Portanto, cabe ao Governo Federal, Estadual e Municipal investirem na área da Educação, por meio do estabelecimento de aulas de educação sexual, com o intuito de ensinar os alunos a se protegerem das DSTs e de no futuro, realizarem um planejamento familiar, e também, com melhorias no ensino escolar e com a inclusão de aulas de atualidades, os estudantes devem ser ensinados pelos professores a selecionar, filtrar e absorver as informações essenciais para seu dia dia. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Saúde, junto com o Departamento de Vigilância Sanitária, mantenha as campanhas de conscientização presentes nos meios de comunicação e nos postos de saúde.