O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/05/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão do aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Um dos fatores para o crescimento dessas enfermidades é o tabu ainda vigente no Brasil - o que dificulta o diálogo nas famílias e escolas - além da falsa noção dos jovens de estarem imunes a essas moléstias. Por isso, é preciso que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse viés, cabe salientar que de acordo com dados divulgados do Ministério da Saúde (MS), parte dos jovens acreditam que exista cura para o HIV. Tal dado exibe uma grande problemática: o desconhecimento quanto às DSTs. Esse fato contribui para o aumento dessas doenças no país, pois banaliza a utilização de preservativos e torna o indivíduo suscetível às diversas patologias, como sífilis e HPV - sendo esta a de maior ocorrência no Brasil - não apenas AIDS, a qual vem aumentando no país e é a maior preocupação da maioria dos jovens. Infelizmente, dessa maneira há o recrudescimento desse segmento enfermo. Assim, é preciso políticas públicas para alterar esse quadro social.

Nesse contexto, é de suma importância o papel familiar e escolar. Entretanto, nota-se que o assunto “sexo” ainda é tabu na maioria dos núcleos familiares, o que prejudica o diálogo e o conhecimento dos jovens acerca do assunto. Tende a escola um local de destaque para a comunicação com esse adolescente. Porém, por vezes a escola não cumpre essa função. Desse modo, o grupo social mais atingido - jovens de 15 a 24 anos - informa-se entre sí e de maneira equivocada  ou incompleta, ao não estarem cientes dos reais riscos, formas de tratamento e prevenção. Lamentavelmente, dessa forma, não se da a devida notoriedade aos preservativos e coloca-se em risco a saúde das pessoas envolvidas na relação. Com isso, torna-se cada vez mais importante a correlação escola-família-aluno.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio dos Ministérios da Saúde (MS) e Educação (MEC) nas instituições de ensino ao ofertar oficinas e palestras de educação sexual com discussões a fim de alertar sobre os riscos do sexo “não seguro”, além de informar os locais de exames gratuitos mais próximos e sanar as dúvidas dos estudantes. Ademais, é preciso que o MEC aja nas escolas ao promover aos educadores a maneira de correta de ensinar esse assunto aos educandos e seus responsáveis. Fomentando assim, o diálogo no ambiente escolar e familiar. Sendo preciso também, reforçar as campanhas de vacinação contra o HPV. Com isso, paulatinamente, conseguir-se-á reduzir as ocorrências de DSTs no Brasil.