O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/05/2019
O filme “Bohemian Rapsody” conta a história da carreira de Freddie Mercury e como ele enfrentou a AIDS nesse ínterim. Assim como o cantor, muitas pessoas contraem não apenas o vírus HIV, mas várias doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, o número de jovens infectados tem crescido no Brasil, fato que revela uma negligência deles quanto aos cuidados com a prevenção e também uma falha educacional, a qual não prepara os jovens de forma eficaz para lidarem com esse tipo de doença. Logo, medidas são necessárias para mudar esse quadro.
A princípio, é preciso salientar que as novas gerações encaram as DSTs de forma diferente das anteriores. Sob essa perspectiva, quem cresceu na década de 1980 e 1990 viu personalidades, como Cazuza, Renato Russo e Caio Fernando de Abreu morrerem em decorrência da AIDS. Por isso existia muito medo de contrair esse vírus, o que fazia as pessoas se protegerem. Nos dias de hoje, devido aos avanços medicinais e possibilidade de controle da doença, os jovens não temem tanto e, por conseguinte, não se previnem adequadamente. Como prova, a Secretaria de Saúde registrou 29 mil casos de DST nos últimos cinco anos entre jovens. Tal dado demonstra a negligência com os cuidados na prevenção e demanda campanhas de conscientização que alertem essa parcela da população.
Em adição a isso, é importante destacar que a falta de informação sobre as doenças também contribui para o aumento das DSTs. Nesse sentido, segundo a Pesquisa de conhecimento, atitudes e práticas da população brasileira (Pcap), 21,6% dos jovens acredita que existe cura para a AIDS. Esse número é preocupante, pois comprova que parte considerável da juventude não possui conhecimentos básicos dessas afecções e, sem informação sobre forma de contágio, efeitos no organismo e profilaxia, o risco de infecção e disseminação aumenta. Nessa conjuntura, a escola também é parte do problema, pois ela é responsável por fornecer esses conhecimentos aos alunos de forma clara e livre de tabus, necessitando, então, de uma mudança educacional nesse âmbito.
Fica claro, portanto, que é imprescindível deter esse aumento de DSTs. Para isso, grandes emissoras brasileiras, como Globo e Record, devem veicular campanhas de conscientização dos jovens, por meio de propagandas televisivas e postagens em redes sociais, nas quais cantores e atores famosos se dirigirão diretamente aos jovens, incentivando o uso de preservativos, de forma a influenciá-los a mudarem seus comportamentos. Ademais, cabe ao Ministério da Educação promover eventos como Semanas Temáticas que tragam palestras, documentários, teatros e rodas de discussão com pessoas infectadas e profissionais da saúde, para que os estudantes tirem suas dúvidas sobre o tema. Assim, jovens como o do filme não terão suas carreiras interrompidas por doenças desse tipo.