O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/06/2019

O número de casos no Brasil de DSTs vem aumentando nos últimos anos. Em 2016 foram 48 mil novos registros - de acordo com a UNAids (Órgão das Nações Unidas que monitora a doença) - um dado alarmante frente as tecnologias e meios de comunicação disponíveis em pleno séc. XXI. De modo que, esse número poderia ser menor se houvesse mais engajamento em disseminar informação, principalmente ao público jovem. Assim, reduzir tais índices preocupantes e evitar a sobrecarga do sistema de saúde, já precário, por conseguinte não suportando tal demanda.

Primeiramente, os jovens brasileiros estão mais preocupados em evitar uma possível gravidez precoce. Com a acensão do uso da pílula - pelas mulheres - eles negligenciam o uso da camisinha (hipoalergênica devido a tecnologia atual, visto que, antigamente se usava tripa de carneiro no seu lugar), a falta do uso de preservativo - masculino e feminino - reflete no aumento do risco em contrair doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo, Aids, Sífilis e Úlcera genital. Reflexo da falta de informação por parte do Estado que investe em campanhas mais fortes sobre esse tema apenas no período de festas como o Carnaval.

Ademais, tais doenças necessitam de acompanhamento médico, gerando uma sobrecarga no Sistema de Saúde Público, já deficiente em sua estrutura. Porém, de acordo com o Art. 196: “Saúde é um direito de todos e um dever do Estado.”, o dever do Estado é prover  atendimento e auxílio medicamentoso e psicológico aos portadores de DSTs. A falta do mesmo viola a constituição e gera problemas irreversíveis, devido essa doença na sua maioria causar danos psicológicos movidos pelo forte preconceito por falta de informação da população em geral.

Portanto, são necessárias medidas do Estado, como prover campanhas de conscientização o ano todo por meio de mídias sociais, fácil acesso ao público jovem  e usando influenciadores digitais para falar do tema. Ademais, cabe ao Ministério da Educação em conjunto às escolas promover aulas de educação sexual inseridas de forma interdisciplinar.