O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/05/2019

Na Idade Média, as Dst’s receberam o nome de doença venérea, em alusão a deusa grega Vênus, deusa do amor e do sexo, pois acreditava-se que elas eram transmitidas a partir das relações sexuais. Na época, sua disseminação ocorreu em larga escala, que dizia-se ser castigo divino por pecados. Apesar de em 1943, acontecer a descoberta da penicilina, medicamento do qual trata muitas dessas doenças, vemos que atualmente no Brasil sua proliferação não para de crescer, principalmente entre os mais jovens e homossexuais.

Dados do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, revelam que os casos de HIV e Sífilis adquirida explodiram 262% nos anos entre 2010 e 2015, tornando-se uma epidemia. Contudo, apesar de haver meios de prevenção, como a camisinha, a contaminação aumenta cada vez mais. Segundo especialistas, o fato de haver tratamento desperta em alguns jovens a impressão de “se pegar tá tudo bem, tem tratamento”.

Outrossim, é válido ressaltar a Revolução Sexual de 1960, cujo lema era “faça amor, não faça guerra”, o que levou o público mais jovem a prática de sexo casual desenfreada e imprudente, da qual trouxe um surto de HIV nos anos 80, onde cantores como Freddy Mercury, Cazuza e Renato Russo tiveram suas vidas ceifadas pela doença. O filósofo Montesquieu, dizia que " A vantagem do amor sobre a libertinagem é a multiplicação dos prazeres" entretanto, concluímos que na verdade, o que ocorre é a multiplicação de problemas como doenças venéreas.

Portanto, notamos que cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas de combate e prevenção as Dst’s em ambientes escolares e onde predomine a presença de jovens e homossexuais, uma vez que, os maiores casos de contaminação encontra-se nestas faixas da população, trazendo por meio de palestras com profissionais de saúde capacitados para debater o assunto com linguagem voltada para esse público, a fim de esclarecer a importância do uso de preservativos na relação sexual.