O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/05/2019

Sífilis. Gonorreia. HIV. Essas são apenas três dentre as várias DST’s -Doenças Sexualmente Transmissíveis- que o ser humano pode contrair após o sexo desprotegido. Infelizmente a falta de informação e os tabus que circundam esse tema tem levado os jovens a praticar atos inconsequentes como o sexo desprotegido, que podem prejudica-los e levá-los até a morte.

A evolução histórica da camisinha passou desde tripa de animais até a composição atual, na maioria das vezes em látex. Contudo, o que antes era usado apenas como método contraceptivo revelou-se ainda mais valioso após estudos comprovarem sua eficiência para impedir a transmissão de doenças sexuais. Porém, ainda que a medicina e a ciência tenham avançado elas não tem sido capazes de reverter a mente retrógrada de grande parte da juventude que desconhecem a gravidade de doenças que podem ser contraídas, o que comprova a banalização do sexo desprotegido e pode ser reafirmado através dos dados apresentados pela Secretaria de saúde de São Paulo, que ressaltam o aumento significativo de sífilis de 2007(2.700 casos) para 2013(18.900 casos).

Em segundo plano e paralelo a isso vale lembrar que essas doenças foram relacionadas a homossexualidade, a promiscuidade e à vida boemia, tendo em vista o falecimento de artistas como Freddie Mercury e Cazuza nos anos 80, artistas gays e sabidamente rodeados por drogas que faleceram com complicações do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). Apesar da visibilidade que as DST’s ganharam nessa época ela, ainda que somada a poucas propagandas de empresas privadas de camisinha, não tem sido suficientes para conscientizar os jovens que os perigos do sexo desprotegido persistem atualmente.

Evidencia-se portanto, com essas constatações que é necessário aliança entre o MEC ( Ministério da Educação) e Ong’s como GTP+ (Grupo de Trabalhos em Prevenção Positivo) e inclua na Base Nacional Comum Curricular a elaboração de cartilhas e propagandas que conscientize os jovens da importância do uso do preservativo afim de desconstruir os mitos que cercam o tema, conscientizar e proteger os jovens que poerão iniciar suas a vidas sexuais. Além disso o Ministério da saúde deve se aliar a empresas privadas que produzem produtos preventivos e através da isenção de impostos ampliar a divulgação dos preservativos disponíveis no mercado.